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“Os pais estão a ver aquilo que está a acontecer hoje, dia de exame, como um precedente. Não sei como é que o Ministério vai conseguir resolver e atender aos constrangimentos que foram causados”, afirmou o responsável da direção da CNIPE Rui Martins, referindo-se ao facto de nem todos os alunos inscritos terem conseguido realizar hoje o exame de Português, devido à greve de professores.
Para Rui Martins, “criou-se uma bagunça” e ainda não é conhecida uma solução: “Neste momento não sei como é que o ministro vai resolver o assunto e perdeu toda a credibilidade”.
O representante dos encarregados de educação entende que é preciso “apurar os responsáveis”, lembrando que hoje de manhã tinha ouvido “o secretário de estado João Grancho dizer com toda a convicção que ia correr tudo bem”.
“Como é que isso é possível, quando nós, enquanto pais, que não estamos dentro das escolas, percebemos que não havia condições para que fosse garantida a equidade e que tudo fosse feito dentro da normalidade. O que hoje constatamos é que as coisas não correram nada bem”, criticou Rui Martins.
Perante a situação registada um pouco por todo o país, o responsável da CNIPE considera que “o ministério tem de assumir de uma vez por todas as responsabilidades.
A greve aos exames de hoje, para os quais estavam inscritos cerca de 75 mil alunos, sucede-se a uma manifestação, realizada sábado, em Lisboa, na qual participaram 50 mil professores de todo o país, segundo os sindicatos.
A aplicação do regime de mobilidade especial aos professores, as distâncias a que podem ficar colocados e o aumento do horário de trabalho das 35 para as 40 horas semanais são os principais pontos que opõem os docentes ao Governo.