SNS

Os planos do Governo para a Saúde “falharam”

09 de agosto 2024 - 12:17

Fabian Figueiredo defende que o SNS piorou desde que o Governo de direita tomou posse com este mais preocupado em dinamizar o negócio privado do que em resolver os problemas estruturais.

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Fabian Figueiredo no Parlamento
Fabian Figueiredo no Parlamento

Em conferência de imprensa esta sexta-feira, o Bloco de Esquerda sublinha que a saúde piorou nos cinco meses desde a tomada de posse do Governo de direita.

Fabian Figueiredo diz que “há hoje mais dificuldade no acesso ao Serviço Nacional de Saúde”, existindo “uma degradação contínua ao longo destes últimos cinco meses” com os planos do governo a terem falhado.

Exemplificando com situações como a Margem Sul ficar até à próxima quarta-feira sem urgência obstétrica ou a região de Leiria ficar ao 18 dias sem urgência obstétrica, o líder parlamentar bloquista conclui que “o governo não cuidou de planear o acesso ao Serviço Nacional de Saúde, a garantia de uma rede de urgências que satisfizesse a necessidade das grávidas, das pessoas que necessitam uma resposta urgente para este verão”.

Para ele, isto não acontece “por falta de aviso” já que profissionais da saúde e o Bloco de Esquerda avisaram do que se iria passar. Recordou que em junho, o partido marcou um debate parlamentar para alertar que o plano de emergência do executivo ia falhar. Agora, afirma, “não só o governo não executa o seu plano de emergência, como concentrou-o, sobretudo, na garantia que se dinamiza o negócio privado da saúde”. Há portanto “uma transferência histórica de recursos do Serviço Nacional de Saúde para o setor privado em vez de se investir no Serviço Nacional de Saúde e de chegar a acordo com os profissionais de Saúde”.

Lembrou ainda que o governo “andou toda a campanha eleitoral a garantir que apresentaria um plano que no prazo de 60 dias resolveria o problema”. Resultado: “temos hoje mais problemas, mais 40% de urgências fechadas, aumento de congestionamento de 300%”.

Sobre a ministra da Saúde disse ter de “mudar a postura autoritária e incompetente com que tem lidado com a área”. Esta protagonizou “vários episódios lamentáveis desde o início do mandado” como a forma como lidou com a Direção Executiva do SNS, como tratou o INEM, como culpou no Parlamento as administrações hospitalares “por erros que são seus e chamou-os de incompetentes”, somando “caos ao problemas”.

Mas o deputado vinca que “a culpa é do primeiro-ministro” que prometeu em campanha resolver problemas e andou meses “a apresentar planos de PowerPoint” em vez de resolver os problemas estruturais do setor como salários e carreiras dos profissionais.