Centenas de pessoas participaram este sábado na Marcha do Orgulho Gay no Porto, este ano com o tema “Orgulho na Nossa Rua”. Lançada em 2006 depois da morte trágica de Gisberta Salce Júnior, vítima de transfobia, assassinada por um grupo de rapazes entre os 12 e os 16 anos que a agrediram física e sexualmente, a marcha deste ano foi marcada pelo manifesto para atribuir o seu nome a uma rua da cidade.
A marcha, que partiu da Praça da República, garantiu todas as normas de segurança definidas pela Direção-Geral da Saúde, e incluiu pontos de desinfeção ao longo do percurso.
Depois do encontro na Praça da República, a marcha partiu em direção à Avenida dos Aliados para a leitura do manifesto e para fazer o ponto de situação do abaixo assinado que decorre até domingo.
“Este ano temos focado muito na questão da rua, este é o acrónico que usamos para a iniciativa que lançamos para termos uma rua com o nome da Gisberta Salce Júnior, cuja morte trágica deu inicio à própria marcha. Este ano queremos relembrar isso, já que se assinalam os 15 anos desse crime”, disse à Agência Lusa Sofia Brito, também da comissão organizadora.
Segundo a ativista, o objetivo é “assinalar e tentar fazer alguma reparação histórica”.
Neste momento, “temos mais de seis mil assinaturas do abaixo assinado que decorre até amanhã, dia em que se realiza o Porto Drag Festival”, que este ano será em homenagem a Vítor Fernandes/Natacha Semmynova, recentemente falecido, um ativista e representante da comunidade LGBTQI+ do Porto.
O abaixo assinado será posteriormente entregue na Câmara do Porto para “demonstrar e fazer ouvir a voz e a vontade das pessoas que moram e vivem no Porto”.