OCDE prevê recessão para Portugal em 2011

18 de novembro 2010 - 11:22

Ao contrário do governo, organização prevê uma queda do produto de 0,2%. Prevê também a manutenção do congelamento de salários e pensões em 2012, o que ainda não foi assumido pelo governo.

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Foto de Paulete Matos

No seu último relatório sobre as Perspectivas Económicas, a OCDE reviu em baixa a estimativa para a economia portuguesa, que antes era de expansão de 0,8%. A previsão agora é de uma contracção de 0,2% no próximo ano. A previsão do governo de José Sócrates é de crescimento de 0,2%.

No relatório, divulgado esta quinta-feira, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico atribui a queda da produção às medidas de austeridade do Orçamento de 2011: "Espera-se que a economia esteja muito fraca no resto de 2010 e até 2011, devido à forte consolidação orçamental e ao 'aperto' nas condições de acesso ao crédito", aponta o documento.

No mesmo documento, a OCDE prevê ainda que o desemprego atinja um novo máximo histórico de 11,4% da população activa.

O relatório prevê quedas abruptas do consumo privado (-0,7%), consumo do Estado (-6%) e da formação bruta do capital fixo (-3,5%), dados que não deixam dúvidas quanto ao rigor da recessão do ano que vem. A saída da recessão ocorrerá em 2012, prevê a OCDE, com um crescimento de 1,8%.

Mas a OCDE prevê que “as pensões e os salários públicos mantém-se congelados em 2012", o que não foi ainda assumido oficialmente pelo governo. A maioria das recomendações da OCDE, porém, tem sido seguida pelo actual governo.

As pensões, que ficarão congeladas no próximo ano, também podem vir a ter o mesmo destino em 2012, se vingarem as recomendações da organização.