"O Banco de Ideias vai acolher um programa cheio de iniciativas, em que as pessoas vão poder trocar ideias em vez de dinheiro", disse Sarah Layler ao jornal Guardian. "Iremos também arranjar um espaço para aqueles que perderam jardins de infância, centros comunitários e clubes juvenis por causa dos cortes selvagens do Governo", acrescentou a ativista do Occupy London.
O movimento que contesta a ditadura dos mercados financeiros e do 1% que detém a maior fatia da riqueza mundial quer fazer do edifício agora ocupado o local do primeiro encontro dos movimentos Occupy no Reino Unido e tem já previsto um seminário a cargo de Alessio Rastani, o especulador que chocou o mundo em declarações à BBC, quando disse que quem manda no mundo é a Goldman Sachs e não os governos.
O edifício em causa está vazio há vários anos e as dezenas de pessoas que o ocuparam colocaram de imediato um aviso legal à porta, fazendo valer o seu direito de ocupantes. Mas o banco suíço já fez saber que moverá as ações necessárias para expulsar de lá o movimento que luta contra a ganância da alta finança e o empobrecimento dos 99% da população por causa das políticas que estão ao serviço dos banqueiros e especuladores.
A ocupação surge também numa altura em que o Governo inglês se prepara para mudar as leis que a regulam, fazendo da ocupação de locais devolutos há anos um crime punido por lei, enquanto hoje as ações de despejo são tratadas pelos tribunais civis no caso do prédio estar vazio e não ter sido forçada a entrada. "Este inverno teremos pessoas a congelar nas ruas e vejam só a quantidade de espaço que aqui está", dizia o ativista ambiental Pete Phoenix enquanto percorria as centenas de salas vazias no complexo da UBS.
Occupy London quer "Banco de Ideias" no edifício da UBS
19 de novembro 2011 - 12:16
Os ativistas que se mantêm acampados junto à Catedral de São Paulo e em Finsbury Square resolveram ocupar um edifício devoluto junto ao centro financeiro de Londres, propriedade do gigante da banca suíça.
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Edifício ocupado no centro financeiro de Londres poderá servir para seminários, debates, apoio à infância e à comunidade. Foto AndyRobertsPhotos/Flickr