Occupy fecha porto de Oakland

03 de novembro 2011 - 12:18

Milhares de pessoas participaram na manifestação de quarta-feira na cidade de Oakland, encerrando o quinto porto comercial mais movimentado dos Estados Unidos.

PARTILHAR
Occupy Oakland conseguiu parar o quinto porto mais movimentado dos EUA. Foto ekai/Flickr

O protesto na cidade californiana vizinha de São Francisco ganhou projecção mundial quando na semana passada um antigo marine foi atingido pela polícia durante o despejo forçado do acampamento, encontrando-se ainda gravemente ferido. As imagens do ex-militar correram mundo através do Youtube e viraram as atenções contra a violência policial na resposta aos protestos pacíficos do movimento que se tem vindo a espalhar pelos Estados Unidos contra a ganância do capital.



A polícia de Oakland voltou a entrar em cena esta madrugada, provocando confrontos junto à sede do município e prendendo 40 activistas. Até então, o protesto foi pacífico e percorreu algumas das ruas principais da cidade.



O movimento decretou um dia de "greve geral" na cidade e a manifestação pretendia sublinhar a iniciativa. Mas terminou de uma forma até agora inédita nestes protestos que se iniciaram em Setembro em Wall Street, ao bloquear todas as ruas em direcção ao porto, obrigando-o a fechar.



Em Nova Iorque, uma centena de veteranos de guerra marcharam até à entrada da bolsa para manifestar solidariedade com o antigo soldado ferido pela polícia em Oakland e também protestar contra a falta de perspectivas de emprego com que se debatem os soldados que regressaram do Iraque ou Afeganistão.



Em Boston, estudantes e trabalhadores manifestaram-se junto aos escritórios do Bank of America, Harvard Club e no edifício do governo em protesto contra a a crise da dívida dos estudantes. As dívidas dos empréstimos a estudantes superam já as dos cartões de crédito e aumenta um milhão de dólares a cada seis minutos, podendo atingir este ano o bilião de dólares. Sarvenaz Asasy, que se doutorou recentemente e tem uma dívida de 60 mil dólares do empréstimo, resume assim a situação à rádio pública NPR: "Eles investiram na sua educação e agora não há empregos, mas continuamos a pagar uma enormidade pelos empréstimos a estudantes. Para quê?"