O mais pequeno robô voador do mundo

05 de maio 2013 - 23:40

O mais pequeno robô voador do mundo, inspirado no estranho voo dos insetos, descolou diante os olhos entusiasmados de Kevin Ma e os seus colegas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

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Pesa 80 miligramas, tem cerca da metade do tamanho de um clipe de papel e a sua envergadura de asas é de 3 centímetros.

O robô voador, do tamanho de uma mosca doméstica, deverá dar aos investigadores uma nova plataforma para estudar - e tentar copiar - a dinâmica de voo dos menores animais voadores da natureza.

As moscas são capazes de manobras únicas e extremamente ágeis que permitem, por exemplo, que elas se desviem de mata-moscas ou pousem com precisão em flores que estão balançando ao vento.

Mas reproduzir essas proezas aéreas em laboratório tem desafiado os cientistas há anos.

Foi por isso que Kevin Ma e os seus colegas ficaram tão entusiasmados com o seu pequeno robô, que voa batendo as asas, paira no lugar e já consegue realizar algumas manobras controladas.

Abordagens não-tradicionais

Embora o voo tenha sido rápido e o robô não seja autônomo - ele voa amarrado aos fios que lhe fornecem energia e o controlam - os investigadores afirmam que a sua construção exigiu "abordagens não-tradicionais de propulsão, atuação e fabricação".

O robô-inseto foi fabricado com microestruturas de materiais compósitos e piezoelétricos, capazes de converter uma carga elétrica em um movimento mecânico.

Pesa 80 miligramas, tem cerca da metade do tamanho de um clipe de papel e a sua envergadura de asas é de 3 centímetros.

O controlo de voo é feito variando a velocidade das asas, que têm controlo de movimento independente - elas podem bater até 120 vezes por segundo. Embora isso permita que o inseto robótico voe de um lado para o outro, ainda não é o suficiente para que ele pouse suavemente - ele literalmente "desaba" quando a energia é cortada.

O robô consome cerca de 19 mili-watts de eletricidade para voar, o que, segundo os cientistas, equivale aproximadamente à energia gasta por insetos de tamanho similar.

Eles acrescentam que o projeto oferece uma nova maneira de estudar a mecânica do voo pelo bater de asas e o controle de equipamentos em escala tão pequena.




Artigo publicado no portal Inovação Tecnológica