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O ciclo trágico da água engarrafada

Empresas como a Nestlé e a Coca-Cola engarrafam água de fontes públicas – ou mesmo da torneira – e vendem-na como “limpa” ou “purificada”. Um caso de privatização encoberta que gera bilhões e se nutre do consumismo. Por JP Sottile, no Truthout.
Água engarrafada. Foto de Nicholas Erwin/Flickr.
Água engarrafada. Foto de Nicholas Erwin/Flickr.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Michigan, nos EUA, alertou recentemente a população de Benton Harbor – cidade do sudoeste do estado predominantemente negra – para parar de beber, cozinhar ou escovar os dentes com água da torneira. “Por excesso de precaução”, as autoridades estaduais recomendaram o uso de água engarrafada para evitar a contaminação tóxica do chumbo que flui pelo sistema de água da cidade e, em última instância, pelas casas e corpos dos moradores.

O aviso, junto com 20.000 caixas de água engarrafada, veio aproximadamente três anos depois dos primeiros testes revelarem níveis de chumbo além do nível de ação da Agência de Proteção Ambiental, de 15 partes por bilhão (ppb). O “nível de ação” é o limite legal que aciona a ação regulatória. Na verdade, pouco foi feito durante o período em que a água potável da cidade “deixou de atingir, por seis medições consecutivas, os padrões de amostragem nos últimos três anosapós o primeiro teste. Tudo isto aconteceu três anos depois do Michigan ter acrescentado uma “ Regra de chumbo e cobre ” à Lei de Água Potável Segura de Michigan em 2018.

Esta regra exigia a “remoção de todas as linhas de serviço de chumbo no Michigan” e “a redução do padrão de 15 ppb” para “12 ppb em 1 de janeiro de 2025”. Talvez mais irritante para o povo de Benton Harbor, a regra promete que o “Estado trabalhará em estreita colaboração com as autoridades locais de água para responder rapidamente a qualquer resultado de teste que mostre altos níveis de chumbo, incluindo medidas para atingir os níveis exigidos pela regulamentação estadual.”

Infelizmente para os cerca de 10.000 residentes de Benton Harbor, foi só em 30 de setembro deste ano, uma semana antes do aviso oficial, que o MDHS finalmente começou a “distribuir caixas de água engarrafada para todos os habitantes em Benton Harbor.” Somente em 11 de outubro, cinco dias após o aviso mencionado, eles ofereceram “exames de sangue ao chumbo gratuitos para crianças” e “inspeções domiciliárias para quem mostra sinais de chumbo no seu sistema”.

Funcionários do estado e voluntários, desde então, despejaram caixa após caixa de água engarrafada “grátis” numa cidade cada vez mais furiosa. Alguns moradores esperaram mais de uma hora e meia para ter acesso à água potável que deveria estar prontamente disponível em suas casas. Mas, assim como a história infame da contaminação por chumbo na cidade de Flint, localizada 250 quilómetros a leste de Benton Harbor, a imagem icónica do fracasso é a chegada de água engarrafada de marca corporativa. Mais uma vez, é através da água engarrafada que se entrega o que será talvez o bem mais básico que um governo deve fornecer: água limpa e segura.

Chumbo e Ironia

A ironia não pára por aí, já que grande parte da água engarrafada que bebemos é apenas água da torneira embalada. Um estudo de 2018 da Food & Water Watch descobriu que as empresas privadas retiram 64% da sua água engarrafada de fontes municipais de água canalizada. Se envolver filtragem, como no caso da marca Dasani, da Coca-Cola (US$ 1,06 mil milhões em vendas de 2020), ou da Aquafina, da Pepsi ( US $ 1,06 mil milhões em vendas de 2020), o “processo remove minerais benéficos como cálcio e magnésio”. Isso, conforme afirmou Dan Heil, professor de Fisiologia do Exercício da Universidade de Montana, ao Los Angeles Times, embora “não haja sinais de que a água ‘pura’ seja mais saudável ou melhor para o corpo do que a água da torneira com minerais naturais”.

Apesar disso, a vice-presidente de comunicações da International Bottled Water Association, Jill Culora, garantiu à revista do setor da alimentação The Shelby Report que “a preferência do consumidor por hidratação saudável é realmente uma boa notícia para a saúde pública”. Uma análise de mercado de janeiro de 2021 feita pela Grandview Research vê “o aumento da consciência do consumidor em relação aos benefícios para a saúde do consumo de água engarrafada”, levando ao “crescimento do mercado durante o período de previsão” de 2021-2028. O relatório otimista também observa que “a água engarrafada em vez da água comum… parece ter atingido um ponto sensível para os compradores preocupados com a saúde”.

De qualquer forma, a ironia de que cidadãos “conscientes sobre Saúde” estejam cada vez mais dependentes de microplásticos contaminados, e garrafas químico-lixiviadas não foi propriamente assimilada numa nação que luta com dificuldades para substituir uma decadente infraestrutura de água de cerca de 12 milhões de tubos de chumbo que distribuem água potencialmente envenenada a perto de 22 milhões de pessoas.

Enquanto isso, empresas privadas invadem fontes de água públicas ou simplesmente filtram a água da torneira que os cidadãos muitas vezes se recusam a beber, se não for embalada em plástico produzido petroquimicamente e vendido por até 2.000 vezes o preço da água das torneiras.

Colheita Amarga da Nestlé

Em 2017, o estado de Michigan acabou com um subsídio que pagava cerca de dois terços das contas de água dos residentes da cidade de Flint, de acordo com um morador que falou com Steve Carmody da Michigan Public Radio, “por causa de água que não atingia os padrões federais de qualidade que datam de 2014”. Ao mesmo tempo, a cerca de 200 quilómetros, o ramo no Michigan da suíça Nestlé prosperava. O Bloomberg Businessweek noticiava que engarrafava “água de nascente local em recipientes de 10 litros”, com a maioria das linhas de produção a funcionar “24 horas por dia, sete dias por semana, cada uma bombeando entre 500 a 1.200 garrafas por minuto”. 60% da água chegava através de uma canalização de 19 quilómetros das nascentes de Mecosta. A restante atravessava 19 quilómetros em camiões a partir do vizinho condado de Osceola. Até 3,5 milhões de garrafas eram produzidas todos os dias.

Nesse ano, as atividades da Nestlé com água engarrafada arrecadaram US$7,7 mil milhões em todo o mundo com, noticiava o Bloomberg, “mais de 343 milhões de dólares deste total a serem arrecadados a partir do Michigan, onde a empresa engarrafa a Ice Mountain Natural Spring Water and Pure Life, a sua marca de água purificada. Surpreendentemente, a Nestlé apenas precisava de pagar uma taxa nominal anual burocrática de 200 dólares por cada uma das suas fábricas de engarrafamento para garantir os direitos de extrair, embalar, vender e exportar a água do Michigan. Assim, enquanto o povo de Flint e, sabemos agora, o povo de Benton Harbor e Hamtramck e Wayne, e talvez outros ainda desconhecidos, tinham graus variados de água contaminada com chumbo dentro das suas casas, a Nestlé não pagava quase nada para extrair “milhões de litros” e vendê-los com milhões de dólares de lucro. Isto não era apenas uma privatização de facto de um recurso público vital mas o povo do Michigan estava basicamente a subsidiar as operações da Nestlé com ouro líquido barato. Um modelo lucrativo que a Nestlé tem sido replicado pelos Estados Unidos.

Pureza Mítica

A Floresta Nacional de San Bernardino, na Califórnia, está localizada cerca de 120 quilómetros a leste da sedenta, mas com endémica falta de água, Los Angeles. Os seus recursos hídricos, o lago Big Bear Lake e a ribeira Strawberry, são também uma fonte primária da água de nascente de montanha da marca Arrowhead, da Nestlé, que a apresenta como "quase mitologicamente pura". A revista Sunset Magazine descobriu que a multinacional retirou “uma média de 200 milhões de litros de água da floresta todos os anos entre 1947 e 2015″, mas pagou apenas 524 dólares por ano por uma licença que expirou em 1978. Apesar da licença ter expirado, a Nestlé continuou a pagar a mesquinha quantia até que um protesto de cidadãos e ativistas em 2017 levou o Serviço Florestal dos EUA a emitir uma nova licença em 2018 – com uma nova taxa anual de apenas 2.000 dólares.

Porém, a 23 de abril deste ano, o Conselho de Controlo de Recursos Hídricos do Estado da Califórnia emitiu uma ordem provisória de cessação de atividade, alegando que a Nestlé desvia ilegalmente milhões de litros de água para além da quantia permitida de 316.245 metros cúbicos de água por ano, o que se traduz em aproximadamente 8,7 milhões de litros. Em vez disso, a Nestlé sugou cerca de 7.840.800 metros cúbicos de água (cerca de 219,5 milhões de litros) dos promontórios de Strawberry Creek em 2020. A Arrowhead da Nestlé continua a sugar e a lucrar. Meses depois, o rascunho da carta ainda aguarda a aprovação final do Conselho de Controle de Recursos Hídricos do Estado da Califórnia.

Para a sua marca Pure Life, a Nestlé aproveita, na Califórnia, os sistemas municipais de água de Sacramento, Livermore, Pasadena, Ontário, Los Angeles e Cabazon. Em Sacramento, a Pure Life e outras empresas de água engarrafada pagam um dólar por três mil litros de água do município, o mesmo preço cobrado a residentes e empresas locais. A principal diferença, diz o Sunset, é que “o lucro não é devolvido à comunidade, pois a maioria das garrafas é exportada”. E, claro, goza de uma boa margem de lucro.

A Pure Life também extraiu 100 milhões de litros por ano da ensolarada cidade de Phoenix, Arizona, até encerrar a sua polémica fábrica, após menos de três anos de iniciar a operação. O Sunset argumenta que a prova de que a operação da Pure Life em Sacramento não era benéfica para a cidade utilizando o facto de que os 35 milhões de dólares de investimento se traduziram em apenas 15 empregos perdidos quando a torneira foi fechada, em 2019.

A ironia numa história cheia de ironias é que tanto a Califórnia quanto o Arizona, e Phoenix em particular, têm enfrentado secas devido às alterações climáticas que restringem cada vez mais o fluxo de água para as quintas e, no último ano, para cada vez mais residentes. Com o avanço rápido da crise climática, parece na melhor das hipóteses contraproducente permitir que estas empresas engarrafem água potável e as reembalem em plástico à base de petróleo que está em vias de produzir mais emissões do que o petróleo em 2030. Pior ainda: as garrafas plásticas de água têm de ser transportadas através de uma cadeia de abastecimento movida a petróleo para que possam ser compradas por preço premium e levadas às residências pelos consumidores que podiam e deviam ter acesso ao mesmo líquido de forma segura e eficaz nas suas torneiras. O facto de a água pública estar a ser canalizada, embalada e revendida com enorme lucro em regiões com escassez de água é tristemente emblemático de um processo parasitário de privatização que, a longo prazo, parece imprudente e totalmente insustentável.

Tubarões na água

Como a Bloomberg Businessweek apontou em 2017, a operação predatória da Nestlé identificou “áreas com regulamentações fracas sobre a água ou com lobbies capazes enfraquecer as leis”. Abriram-se assim as portas e torneiras para um processo de privatização de facto.

Mas a Nestlé não está sozinha.

Como a Consumer Reports observou em 2020, “uma fábrica de 25 mil metros quadrados da Coca-Cola… fervilhava com atividade” em Detroit, enquanto muitas outras empresas foram forçadas a suspender as operações devido às restrições da Covid-19. A marca Dasani da Coca-Cola produziu a sua lucrativa água engarrafada, que rende à empresa mais de mil milhões em vendas anuais, “comprando, tratando e engarrafando a água municipal antes de vendê-la com um sobrecarga significativa no preço para os consumidores”. A marca Aquafina da Pepsi segue o mesmo modelo lucrativo na água engarrafada em Harrisburg, Pensilvânia, com, segundo a Consumer Reports, uma margem de lucro que é "cerca de 133 vezes maior" do que seu preço de compra nos sistemas públicos de água.

Sobre Detroit, a Consumer Reports também descobriu que a Coca-Cola pagou uma média de 0,01 dólares por cada 3,78 litros de água municipal. Depois de passar por um filtro de “purificação” e engarrafá-la, a empresa cobrou um preço por atacado de 0,40 dólares por litro. Surpreendentemente, esta margem de lucro não foi suficiente para fazer com que Coca-Cola a pagasse a conta. Enquanto os moradores correm o risco de ter o seu abastecimento cortado se acumularem 150 dólares ou 60 dias de atraso no pagamento das contas, como aconteceu com 2.800 famílias no início da pandemia, a Coca-Cola atrasou-se sempre nos pagamentos, chegando a atingir 300 mil dólares em atrasos. Mas ao contrário dos depauperados habitantes de Detroit, à delinquente Coca-Cola foi permitido continuar a explorar o abastecimento municipal de água sem interrupções. Em resposta a denúncia contundente da Consumer Reports, o Departamento de Água e Esgoto de Detroit explicou esta delinquência como resultado de “erros por parte da cidade, incluindo problemas de envio das contas”.

Quando a Sunset Magazine investigou com profundidade o saque da água da Califórnia, encontrou a CG Roxane, a empresa dona da Crystal Geyser. Esta ganhou 36 milhões de dólares em 2020 despejando 159 milhões de litros de água em garrafas de plástico. A sua água é parcial de “água de poço e de nascente de Weed”, uma pequena cidade perto do afetado pela seca monte Shasta e de Olancha, uma cidade perto do aqueduto de Los Angeles. Este aqueduto traz água através de 375 quilómetros entre o rio Owens e Los Angeles desde 1913.

A empresa foi atraída em parte pela fiável nascente do Olancha, conhecida por se manter mesmo durante anos de seca. O problema é que também contém naturalmente arsénico. Assim, a Crystal Geyser filtrou-a para atingir os padrões federais de água potável. Durante 15 anos, a empresa armazenou ilegalmente os remanescentes deste processo na “poça de arsénico”, colocando em perigo “a zona da nascente e a vida selvagem” de acordo com uma investigação do Departamento de Justiça. A Crystal Geyser também despejou 87.000 litros da sua água tóxica, potencialmente cancerígena, nos esgotos da Califórnia. Como o Sunset claramente escreveu “o custo para a empresa foi uma multa de cinco milhões de dólares que não é considerada uma ameaça aos seus negócios.

Os arrependimentos da Nestlé

Depois de anos de controvérsias e batalhas com ativistas locais, a Nestlé S.A. finalmente arrependeu-se e vendeu a Nestlé Waters North America, incluindo as suas operações de engarrafamento de água Ice Mountain no Michigan, a um par de fundos de investimentos de Nova Iorque, a One Rock Capital Partners e a Metropoulos & Co. Depois do negócio de 4,3 mil milhões de dólares, estas mudaram o nome da operação para “Blue Triton Brands” e reduziu a sua taxa de extração de galões por minuto (gpm) em Michigan para 288 gpm, que fica abaixo do limite regulamentar de monitorização estabelecido em resposta a anos de controvérsia em torno das operações da Nestlé no estado. A Blue Triton, que agora abrange a supracitada Ice Mountain, junto com a Poland Spring, Deer Park, Ozarka, Zephyr Hills, Arrowhead, Pure Life e Splash, terão capacidade de extrair 1.569.885 litros por dia com um limite anual de 75.931.722.

A Nestlé permanece líder mundial em água engarrafada, apesar desta venda, e mantém o seu domínio sobre as conhecidas “marcas premium” Perrier, S.Pellegrino e Acqua Panna. O controle da Perrier pela Nestlé parece adequado, já que as marca de saúde e luxo Perrier, no final dos anos 1970, preparou o cenário para a transformação do negócio de água engarrafada numa operação multibilionária.

A Perrier, que tinha feito parte de um “nicho” de mercado de águas minerais, passou de três milhões de garrafas em 1975 para cerca de 200 milhões de garrafas às vésperas dos anos 1980. Impulsionada por uma campanha de marketing enfatizando tanto a salubridade quanto o luxo do “pedigree francês e preço premium” da água, como o escritor especialista em alimentação, Robert Moss, detalhou em Serious Eats, a Perrier capitalizou o “desejo crescente dos baby boomers por estatuto, à medida que a geração se desfazia de suas camisetas tingidas e começava a entrar no mundo corporativo.”

Quando Ronald Reagan foi eleito em 1980, a Perrier havia crescido o suficiente para engolir o seu principal concorrente, a Poland Spring Water, e conquistar assim 85% do mercado de água engarrafada. Tropeçou em 1990, quando “vestígios de benzeno (…) causaram uma retirada do produto a nível nacional e fizeram com que as vendas da empresa caíssem a pique.” Outras empresas agarraram os clientes perdidos e, em dois anos, a Nestlé ficou com a Perrier, formando o titã global da água engarrafada que é hoje.

Não seja ingénuo

Sabia que “Evian” é “ingénuo” [naïve] escrito ao contrário?

Esta foi a piada mais contada quando a marca Evian e a água engarrafada se tornaram omnipresentes no início dos anos 1990. A piada virou-se contra nós e o seu remate são os resultados financeiros das corporações que arrecadam bilhões, muitas vezes captando água da torneira ou de fontes públicas, engarrafando e vendendo com um lucro considerável.

Talvez a ironia mais cruel de todas seja que quanto mais as populações dependem da água engarrafada, que é basicamente água privatizada, menos urgência política é dada a tornar a bem mais barata água que flui nas nossas torneiras limpa, segura e acessível a todos. Não é por acaso que os norte-americanos consumiram obsessivamente cada vez mais água engarrafada durante a era das marcas de luxo e de consumo conspícuo ou que essa sede tenha coincidido com o início da chamada revolução Reagan e o seu amplo ataque à natureza e eficácia Estado e às suas regulamentações.

Foi uma mudança política significativa baseada na noção neoliberal de que a regulação governamental era inerentemente má, a privatização era inerentemente boa e o Estado sempre deveria ser visto com suspeita e desdém. Trouxe consigo o desprezo pelos investimentos públicos não associados ao complexo militar-industrial. Enquanto empresas como a Nestlé tiraram proveito da onda de desregulamentação da era Reagan, a infraestrutura essencial foi relegada à decadência. Décadas de indiferença ao investimento público levaram ao surgimento da água contaminada com chumbo que, por sua vez, força os cidadãos a confiar na água engarrafada privatizada como a única opção segura.

Talvez por isso, a população de Benton Harbor não tenha vontade de rir. Esta, assim como os habitantes de muitas outras cidades nos EUA enfrentam hoje um longo e custoso caminho de reparação e reconstrução. Tal como milhões de outros que ainda estão por saber que os canos de água lhes trazem bem mais do que apenas água.

O pacote legislativo de infraestruturas de 1,2 biliões de dólares, recentemente aprovado nos EUA aloca 55 mil milhões para gastos relacionados com água e 15 mil milhões especificamente para a substituição das canalizações de chumbo. As estimativas para substituir todas canalizações de chumbo variam entre 28 a 60 mil milhões, por isso é difícil ver estes 15 mil milhões como mais do que um bom começo.

De facto, é apenas mais mil milhões do que os 14 mil milhões que os norte-americanos gastaram só neste ano em água privatizada que preferem beber de uma garrafa de plástico.


JP Sottile é jornalista, historiador e realizador de documentários.

Artigo originalmente publicado no TruthOut. Tradução de Antonio Martins para o Outras Palavras. Editado para português de Portugal pelo Esquerda.net.

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