No primeiro trimestre deste ano, o aumento dos preços das casa foi de 16,3% face ao mesmo período do ano anterior. Trata-se da maior subida desta série estatística do Instituto Nacional de Estatística que remonta a 2009.
O organismo público divulgou nesta segunda-feira o seu índice dos preços da habitação com base na venda de 41.358 casas naquele período. Isto representa um aumento de 25% casas transacionadas face ao primeiro trimestre de 2024. O valor despendido nas aquisições excedeu os 9,6 mil milhões de euros (mais 43% num ano).
Os preços aumentaram ao mesmo tempo nas casas novas (14,5%) e nas usadas (17%). Os dois são os maiores aumentos desde que há registo.
Para além dos aumentos homólogos, o documento revela ainda uma subida de 4,8% dos preços das casas entre o último trimestre do ano passado e o primeiro de 2025.
Também o preço médio das casas está agora nos valores mais altos algumas vez registados pelo INE, mais de 232 mil euros.
Em termos de regiões, como habitual, é na Grande Lisboa que se encontram os preços mais altos. As 8.018 casas vendidas excederam os três mil milhões de euros. O que implica que o preço médio esteve acima dos 381 mil euros. O Algarve é a segunda região mais cara e sofreu um aumento num ano de 6%. Neste período, o preço médio das casas estava em 336 mil euros.
Em termos de aumentos, destaque para a Madeira onde este se situou nos 29%. As 894 casas vendidas foram adquiridas por perto de 265 milhões de euros e o preço médio foi de 297 mil euros. Destaque também para a subida de 12% no preço das casas no Alentejo, atingindo um valor médio de 123 mil euros. Ainda assim esta região continua a ter os preços mais baixos do país.