A Comissão Técnica Independente concluiu o seu estudo sobre as vantagens e desvantagens de várias localizações para o novo aeroporto de Lisboa e concluiu que a melhor solução passa por conciliar de forma temporária o Aeroporto Humberto Delgado com um aeroporto complementar em Alcochete, passando depois a um único aeroporto em Alcochete, com um mínimo de duas pistas.
Reagindo ao anúncio da decisão, o líder parlamentar do Bloco afirma que estas conclusões "demonstram aquilo que já era óbvio para o país inteiro" há mais de uma década. Pedro Filipe Sores criticou o "adiamento constante de decisões estratégicas" e conclui que "o atraso do país e o atraso à medida do bloco central".
Com o primeiro-ministro António Costa a remeter a decisão para o próximo Governo e o líder do PSD a anunciar a criação de um grupo de reflexão do seu partido sobre o tema, Pedro Filipe Soares diz que as posições de ambos "são caricatas".
"Andam a brincar com coisas sérias. Há um cálculo eleitoral que gere todos estes debates estruturais do país, o que demonstra que não estão a altura das grandes decisões", rematou.
Bloco chama líder da AMP ao Parlamento para "responder por este caos" nos transportes da região
A conferência de imprensa serviu também para o Bloco anunciar que vai chamar à comissão de Economia o presidente da Área Metropolitana do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues, para "responder por este caos" criado com a alteração do sistema de transportes na região do Porto.
A supressão de carreiras, a não apresentação dos horários das carreiras ou a eliminação da carreira Porto-Braga têm provocado "o caos na vida das pessoas" e foram "decisões tomadas com uma leviandade e um amadorismo inaceitáveis", prosseguiu Pedro Filipe Soares.
Metadados: Tribunal Constitucional "disse aquilo que para nós foi óbvio desde o início"
Por fim, o líder parlamentar bloquista comentou também a decisão tomada na segunda-feira pelo Tribunal Constitucional, que "disse aquilo que para nós foi óbvio desde o início" sobre a questão da conservação dos metadados, considerando-a inconstitucional.
Pedro Filipe Soares acusou PS e PSD, no texto conjunto que foi aprovado com os votos do Chega, de partir "sempre do mesmo pressuposto: vai buscar os dados de toda a gente, criando uma suspeição generalizada, guardando esses dados e permitindo um abuso sobre esses dados em relação à vida das pessoas em nome de um benefício que não é demonstrável no concreto".
"A nossa Constituição e a Carta Europeia dos Direitos Fundamentais não permitem esta invasão da vida privada. PS e PSD insistiram no mesmo caminho e mais uma vez tiveram uma lei considerada inconstitucional", concluiu.