José Manuel Oliveira, coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), confirmou nesta sexta-feira, 1 de maio, que os trabalhadores do Metro de Lisboa vão paralisar 24 horas no dia 19 de maio.
Os trabalhadores do Metro, assim como os trabalhadores de outras empresas de transportes, lutam contra a concessão do Metro a privados, em defesa do serviço público e dos seus direitos.
No dia 12 de maio, os trabalhadores do Metro de Lisboa farão também uma paralisação parcial.
Presidente do Metro liderou empresa de carruagens defeituosas
Nesta sexta-feira, 1 de maio, foi divulgado pela comunicação social que o atual presidente do Metropolitano de Lisboa, Rui Loureiro, liderou a empresa Adtranz, que produziu carruagens com defeitos.
Em 2012, foram detetadas falhas técnicas em várias carruagens produzidas entre 1996 e 2004. As falhas foram nomeadamente nos travões e no sistema de fecho de portas e as carruagens, denominadas de lote ML99, mantêm atualmente esses problemas.
O caso levou mesmo a uma investigação da Procuradoria-Geral da República. Essas carruagens foram produzidas pela Adtranz, entre 1996 e 2004, e Rui Loureiro estava naquela altura à frente dessa empresa.
Em declarações ao “Jornal de Notícias”, Rui Loureiro justificou-se, dizendo que os erros detetados “eram expectáveis” e considerando que “embora tenham surgido alguns problemas técnicos […] o comportamento das carruagens apresenta MKBF [quilometragem média entre avarias] que está dentro dos valores expectáveis à época do seu fabrico”.
As avarias destas carruagens acarretaram prejuízos, que ainda pesam nas contas do Metropolitano de Lisboa.
Rui Loureiro foi nomeado, em janeiro de 2015, para presidente da empresa que une a Metro de Lisboa, a Carris e a Transtejo.