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Nova Zelândia divulga primeiro plano nacional de proteção contra desastres climáticos

Ministro do Clima afirmou que a Nova Zelândia se compromete a reduzir as emissões, mas está também a preparar-se para um provável cenário de enorme perturbação climática. De acordo com o governante, é “crucial” que o país esteja preparado.
Foto de Bob Embleton, Creative Commons Attribution Share-alike license 2.0.

“Já vimos o que pode acontecer. Eventos climáticos severos que antes pareciam impensáveis, mesmo apenas alguns anos atrás, agora estão a acontecer a um ritmo e intensidade que nunca experimentámos antes”, afirmou o ministro do Clima da Nova Zelândia, James Shaw, citado pelo The Guardian.

A apresentação do plano, que ocorreu esta quarta-feira, surge após semanas de clima severo e inundações em todo o país.

 

“Mesmo com 1,5 grau de aquecimento, veremos os impactos das alterações climáticas nas nossas comunidades e na maneira como vivemos as nossas vidas”, frisou o governante.

 

O Plano Nacional de Adaptação ao Clima prevê medidas que visam proteger infraestrutura, habitação, cidades e património cultural à medida que o planeta aquece. Grande parte do documento dedica-se a garantir que pessoas, empresas, governos locais estão devidamente informados sobre os riscos e tenham de levar em conta esses riscos no processo de planeamento.

“O nosso governo tomou medidas para apoiar as comunidades afetadas e continuará a fazê-lo”, disse Shaw. “Mas, em vez de ter que lidar com esses eventos como e quando eles acontecem, o que as pessoas querem são as ferramentas para se prepararem, para que, quando os eventos climáticos ocorrerem, as suas vidas possam continuar”, explicou.

O Plano Nacional de Adaptação inclui a possível realocação de casas e bens de baixa altitude, pois o aumento do nível do mar e o aumento das tempestades tornam as inundações mais comuns.

Lembrando que um em cada sete neozelandeses, ou 675.000 pessoas, vive em áreas propensas a inundações, e outros 72.065 vivem em áreas que estão sujeitas a uma elevação extrema do nível do mar, o jornal britânico aponta que o plano é omisso no que respeita a quem financiará os reassentamentos quando casas, ruas ou comunidades inteiras se tornam inabitáveis.

 

De acordo com a Associated Press, o ministro do Clima neozelandês referiu que as despesas com a adaptação serão assumidas por uma combinação de proprietários de imóveis, seguradoras, bancos, autarquias locais e governo central. Shaw assinalou que o governo estava a ter em consideração as dificuldades e direcionaria a ajuda para aqueles menos capazes de pagar pelas alterações.

 

 

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