Em entrevista ao jornal “Expresso” deste sábado, Fernando Nobre declara: “Se, seja por que razão for, eu não puder ser nomeado presidente da Assembleia, renuncio imediatamente ao mandato de deputado”.
Sobre as críticas de muitas pessoas que o apoiaram, Nobre diz: “Não aceito que os que me apoiaram, num processo que se encerrou, queiram ser donos do meu destino”.
Fernando Nobre, que reafirma que continuará a ser independente, confirma que não conhece o programa do PSD, mas confia em Passos Coelho, que considera “um homem de bem”.
Sobre a desactivação da sua página no Facebook, Nobre declara que a sua página “não tinha de estar aberta a todos os insultos” e diz que houve “vários lóbis que se concentraram em ataques pessoais” ao seu carácter.
Entretanto, sobre a atitude de Fernando Nobre, Marques Mendes, ex-líder do PSD, já tinha afirmado na quinta feira passada que considera que se ele renunciar ao mandato de deputado se não conseguir ser eleito presidente da AR, isso “não é grave, é gravíssimo”, é um “gesto de arrogância”, que “descredibiliza a política”. Para Marques Mendes, “é uma fraude, é uma burla, não só em relação ao partido, mas também em relação aos eleitores”.