Três alunos do 6º ano do Instituto dos Pupilos do Exército foram agredidos fisicamente, na quinta-feira, 4 de dezembro, por outros alunos do mesmo estabelecimento.
Segundo o Diário de Notícias, os agressores foram “colegas” mais velhos, com cerca de 16 anos, que, durante a noite, estavam encarregados de vigiar as camaratas.
Uma das crianças recebeu assistência médica no Hospital D. Estefânia, mas apenas depois de o encarregado de educação ter tido conhecimento do sucedido, e por iniciativa deste.
Em declarações à TVI, o pai afirmou que o filho lhe confidenciou que ninguém "faz ideia" do que os alunos mais novos "sofrem lá dentro". O filho terá sido agarrado por um estudante mais velho enquanto outros dois o agrediam violentamente.
Segundo o Exército, os encarregados de educação dos alunos agredidos foram informados de imediato assim que a situação foi detetada. O major Góis Pires adiantou que foi aberto um processo para averiguar as circunstâncias em que ocorreram as agressões entre os alunos e apurar responsabilidade.
“O Instituto não oculta perante as instâncias devidas as ocorrências de alegados ou efetivos atos de agressão entre alunos, sendo aberto, sempre que as mesmas ocorram, o respetivo processo de averiguações. Apurando-se a prática de infração, nos termos previstos no respetivo regulamento, procede-se à punição dos infratores”, refere o Exército, sublinhando que as punições podem ir desde “a repreensão simples até à transferência de escola, passando por dias de suspensão”.
O Estado-Maior do Exército diz ainda que no Instituto dos Pupilos do Exército, frequentado por cerca de 300 alunos, “existem esporadicamente atos de agressão entre alunos, como é suscetível de ocorrer noutros estabelecimentos de ensino cuja população escolar se enquadra na mesma franja de idades”
Entretanto, o Ministério Público abriu uma investigação às agressões registadas entre alundos do Instituto dos Pupilos do Exército e pelo menos um dos pais apresentou queixa na PJ Militar por agressões físicas e omissão de auxílio.