Ninguém faz ideia do que sofrem os alunos mais novos do Instituto dos Pupilos do Exército, denuncia criança

08 de dezembro 2014 - 0:08

Três alunos do 6º ano do Instituto dos Pupilos do Exército foram agredidos fisicamente por estudantes mais velhos. Um deles chegou mesmo a necessitar de assistência médica no Hospital D. Estefânia, em Lisboa.

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Missa de Natal do Instituto dos Pupilos do Exército na Basílica da Estrela, em Lisboa.

Três alunos do 6º ano do Instituto dos Pupilos do Exército foram agredidos fisicamente, na quinta-feira, 4 de dezembro, por outros alunos do mesmo estabelecimento.

Segundo o Diário de Notícias, os agressores foram “colegas” mais velhos, com cerca de 16 anos, que, durante a noite, estavam encarregados de vigiar as camaratas.

Uma das crianças recebeu assistência médica no Hospital D. Estefânia, mas apenas depois de o encarregado de educação ter tido conhecimento do sucedido, e por iniciativa deste.

Em declarações à TVI, o pai afirmou que o filho lhe confidenciou que ninguém "faz ideia" do que os alunos mais novos "sofrem lá dentro". O filho terá sido agarrado por um estudante mais velho enquanto outros dois o agrediam violentamente.

Segundo o Exército, os encarregados de educação dos alunos agredidos foram informados de imediato assim que a situação foi detetada. O major Góis Pires adiantou que foi aberto um processo para averiguar as circunstâncias em que ocorreram as agressões entre os alunos e apurar responsabilidade.

“O Instituto não oculta perante as instâncias devidas as ocorrências de alegados ou efetivos atos de agressão entre alunos, sendo aberto, sempre que as mesmas ocorram, o respetivo processo de averiguações. Apurando-se a prática de infração, nos termos previstos no respetivo regulamento, procede-se à punição dos infratores”, refere o Exército, sublinhando que as punições podem ir desde “a repreensão simples até à transferência de escola, passando por dias de suspensão”.

O Estado-Maior do Exército diz ainda que no Instituto dos Pupilos do Exército, frequentado por cerca de 300 alunos, “existem esporadicamente atos de agressão entre alunos, como é suscetível de ocorrer noutros estabelecimentos de ensino cuja população escolar se enquadra na mesma franja de idades”

Entretanto, o Ministério Público abriu uma investigação às agressões registadas entre alundos do Instituto dos Pupilos do Exército e pelo menos um dos pais apresentou queixa na PJ Militar por agressões físicas e omissão de auxílio.