O cargueiro MV Kathrin, que transporta explosivos cujo destino final é Israel, atracou num porto privado na Albânia. O navio estava há meses sem atracar, uma vez que vários países lhe negaram as permissões necessárias recusando-se a ser cúmplices do genocídio.
A informação foi avançada pela campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) e pelos órgãos de comunicação social albaneses. O navio desapareceu dos radares durante 26 horas, tendo usado esse tempo para atracar e descarregar mercadorias no porto de Durrës, cidade da Albânia.
“Quando os jornalistas avistaram o Kathrin, dez contentores ainda estavam a bordo. Os 60 contentores de explosivos TNT, supostamente destinados à Europa Central, teriam aparentemente sido descarregados”, diz o movimento BDS nas redes sociais. O movimento questiona o governo albanês sobre se os explosivos destinados para a indústria militar israelita ainda estão a bordo.
Lembre-se que, a par dos contentores com explosivos TNT, o cargueiro carregava vários contentores com explosivos RDX cujo destino final é Israel.
O movimento BDS condenou a Albânia por se juntar à Alemanha – que cedeu pavilhão ao navio depois de Portugal ter obrigado o navio a retirar a sua bandeira – e procurou relembrar que “a assistência ativa na transferência de armamento para Israel é cumplicidade nos crimes atrozes de Israel.
O cargueiro MV Kathrin viu a sua entrada em vários portos ser negada. A Namíbia foi o primeiro país a não permitir que o navio atracasse nos seus portos, provando com documentos a existência de explosivos com destino a Israel a bordo. Também Angola, Malta e a Eslovénia negaram entrada ao navio. O cargueiro está agora a circular no Mediterrâneo, tendo voltado a aparecer nos radares internacionais.