Logo pelas 7h30, a comissão de utentes contra as portagens na A17, A25 e A29 promoveu uma acção na Estrada Nacional (EN) 109, em Cacia, Aveiro, com um “buzinão” e distribuição de panfletos aos automobilistas.
“Esta é a voz das dificuldades das populações, que exigem que se reponha a justiça”, afirmou Miguel Bento, da comissão de utentes, lembrando que a introdução de portagens afeta não só os cidadãos como também as pequenas e médias empresas da região, para as quais o pagamento de portagens representa “mais um imposto acrescido”.
Pelas 8h, Esposende e Viana do Castelo juntaram-se aos protestos, a que se seguiu Vila do Conde, com uma distribuição de comunicados, pelas 9h30, junta à feira, na EN 13.
Em Viana do Castelo, várias dezenas de viaturas em marcha lenta chegaram a bloquear, durante uma hora, a principal entrada da cidade.
O protesto “representou uma clara resposta da população e das empresas à intenção do Governo de criar ainda mais portagens no Alto Minho” e “foi um sucesso absoluto”, afirmou Jorge Passos, porta-voz do movimento de utentes “Naturalmente não às portagens na A28”.
Na Guarda, o buzinão foi agendado para as 17h, com início no Jardim José de Lemos. Já no Porto, Vila Real, Bragança e Covilhã os protestos tiveram início pelas 17h30.
Em Bragança esta foi a primeira iniciativa contra a possibilidade de introdução de portagens e o atraso de seis meses nas obras da futura Autoestrada Transmontana, que ligará Bragança a Vila Real.
“Temos receio de que a A4 venha a ser portajada. Isso aumentaria os problemas das pequenas e médias empresas e o desemprego na nossa zona”, explicou Carminda Venera, da Comissão de Utentes da A4-Bragança.
No Porto, as comissões de utentes das ex-Scut A28, A29, A41 e A42 promoverem um buzinão na rotunda AEP. Em declarações aos jornalistas, o porta-voz destas comissões, José Rui Ferreira, defendeu que "a medida de bom senso que se impunha era suspender, no imediato, as portagens" nas ex-Scut e proceder a um estudo "sério e isento sobre os impactos económicos e sociais da introdução de portagens".
Também Viseu e Entroncamento aderiram a esta Jornada de Luta Contra as Portagens.
Dezenas de viaturas concentraram-se, a partir das 18h, na Avenida Europa, em Viseu, dando início a uma marcha lenta e “buzinão”. “A luta contra as portagens termina só e apenas quando acabarem as portagens. Não estamos aqui por uns descontos, umas isenções”, garantiu aos jornalistas o porta-voz da Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A23 e A24, Francisco Almeida.
No Entroncamento, o coordenador da Comissão de Utentes da A23 no Médio Tejo, António Ferreira, adiantou que o governo "falhou" nas suas previsões e que a introdução de portagens na A23 e A13 está a "destruir o aparelho produtivo, a desertificar o interior e a impedir as acessibilidades e mobilidade" às populações e empresas.
"Quinze meses depois, já é possível observar os resultados desastrosos do ponto de vista social e económico, com o interior cada vez mais isolado e mais longe do litoral, e com as receitas previstas das portagens muito aquém do previsto", salientou.
Num documento enviado pelo governo à troika no final de 2012, é prevista a possibilidade de se instalarem 15 novos pórticos de cobrança de portagens, cinco dos quais no distrito de Viana do Castelo.