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Nas ruas contra a nova ofensiva austeritária

Nos próximos meses, os cidadãos voltam a ocupar as ruas em protesto contra a política austeritária do governo e da troika. A 26 de janeiro, os professores manifestam-se contra a destruição da Escola Pública e no dia 16 de fevereiro a CGTP organiza uma Jornada Nacional de Ação e Luta contra a exploração e o empobrecimento. No dia 2 de março, o povo volta a sair à rua para chumbar a troika e o governo.

"A Escola Pública e a Profissão não aguentam mais ataques”, adianta a Fenprof, que convocou para o próximo dia 26 de janeiro uma manifestação de professores, que terá lugar em Lisboa, pelas 15h, com concentração no Marquês de Pombal.

"Se Portugal não se levantasse para impedir a destruição da escola pública, estaria a cometer um suicídio, destruindo o seu futuro", adiantou Mário Nogueira durante a conferência de imprensa na qual foi anunciada a ação de luta. O dirigente da Fenprof convocou “todos os professores, incluindo os desempregados e os reformados, docentes de todas as correntes de opinião” e “todas as organizações ligadas à esfera da educação - sindicais, profissionais, pedagógicas, culturais e sociais” para participarem nesta iniciativa e nas “lutas necessárias para travar esta brutal ofensiva”.

Insurgindo-se contra o novo relatório do FMI que visa “Repensar o Estado”, Mário Nogueira frisou que "não estamos sujeitos a um resgate financeiro, mas sim a um resgate político” e que existe”uma opção política, a de alterar uma sociedade que se democratizou”. “Querem destruir esta sociedade em nome de interesses estranhos aos portugueses", sublinhou.

Para Mário Nogueira, o governo, que não é mais do que “uma mera representação da troika, assumida por Vítor Gaspar, com os seus dois adjuntos: Coelho e Portas”, só tem um caminho: “o da porta da rua".

Contra a exploração e o empobrecimento

Mediante o “ciclo vicioso e destrutivo de austeridade, recessão e deterioração orçamental” a que foi condenado o país, que se manifesta no “agravamento da dependência do país; no crescimento do défice e da dívida soberana; e no aprofundamento do desequilíbrio da relação de forças entre o capital e o trabalho”, a CGTP alerta que “é preciso acabar com este Governo e esta política, antes que esta política e este Governo acabem com o país”.

“Com esta política, a luta não vai parar. A luta vale a pena. A inevitabilidade não existe. Existem alternativas”, avança a intersindical, que irá promover uma “Grande Jornada Nacional de Ação e Luta, com expressão em todos os distritos do país, para dia 16 de fevereiro”, com o lema: “Contra a exploração e o empobrecimento. Trabalho com direitos! Saúde, educação e segurança social para todos!”.

O Povo é quem mais ordena – chumba a troika e o governo!

No dia 2 de março, o povo volta a sair à rua para dizer “Basta!” e para exigir “o fim definitivo da austeridade desumana, a queda do governo e o lançamento das bases para um novo pacto social”.

Os promotores da iniciativa “O Povo é quem mais ordena – chumba a troika e o governo!”, convocada pelo facebook, apelam a “todos os cidadãos e a todas as cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança” e a todas as “organizações, aos movimentos cívicos, aos sindicatos, aos partidos políticos, às coletividades, aos grupos informais, de norte a sul, nas ilhas, no estrangeiro” para que se juntem a esta iniciativa e digam “Basta!” ao “assalto financeiro a que este governo, ajoelhado e sem legitimidade, insiste em chamar 'de resgate'" e que, na realidade, é o “caminho para o cadafalso, o caminho da fome, da miséria, da destruição total da Constituição da República”.

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