Na sessão, Gregório Duvivier disse que as pessoas que ali se reuniram vieram demonstrar “o seu apoio contra os duros golpes que estão ocorrendo no seu país”
“Não é só um golpe na democracia é um golpe também na cultura, no sistema único de saúde, na educação pública”, afirmou o ator, tendo acrescentado que “está em causa tudo o que nos últimos anos o Brasil construiu em termos de democracia e inclusão social”.
Duvivier referiu ainda que as pessoas estão “indignadas” com o que se está a passar num leque que abrange não só a intelectualidade mas a população em geral.
Por seu turno, a deputada do Bloco, Joana Mortágua afirmou que “num país democrático a lei é o garante da democracia e não uma forma de contornar a democracia”.
“Não se invocam valores da ditadura quando se quer defender a democracia e por isso nunca se poderia ouvir o que se ouviu na Câmara dos Deputados homenageando torturadores”, sublinhou.
Joana Mortágua finalizou a sua intervenção afirmando a ideia de que “nenhum povo se pode sentar à sombra dos seus direitos democráticos, assistindo a um golpe noutro país.”
Para além dos presentes que quase encheram o Tivoli, a sessão pública foi vista no Brasil com transmissão na internet assegurada pelo coletivo Mídia Ninja. Também presente na sessão, Sérgio Godinho cantou à capela a sua música que lembra que “a democracia é o pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros”.