Os moradores do Bairro dos Lóios estão a receber cartas do IHRU, onde lhes é proposto que comprem a “habitação da qual é arrendatário(a)” e se informa que “se não estiver interessado na compra, será celebrado um novo contrato de arrendamento” com o IHRU “ao abrigo do regime de renda apoiada”.
O Movimento contra a Renda Apoiada já tomou posição, denunciando que estes novos contratos “ao abrigo do regime de renda apoiada” de que fala o IHRU, “significarão valores de renda incomportáveis para os agregados familiares, tal como se verificou com a Fundação D. Pedro IV”.
O movimento repudia a decisão do IHRU, lembrando que “a renda apoiada é um sistema de arrendamento injusto, já comprovado, inclusive pelo anterior Provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, em 2008”.
O movimento critica também o IHRU, por na referida carta enviada a cada morador apresentar o valor para a aquisição das habitações, sem especificar “os coeficientes em que se baseou para o cálculo do valor da casa”.
O movimento anuncia também que os moradores do Bairro dos Lóios, representados pela sua Comissão de Moradores, “ irão desencadear formas de luta, no sentido de combater a aplicação da renda apoiada pelo IHRU”.