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O ministro de finanças da Finlândia, Jyrki Katainen, disse esta sexta-feira à entrada do Eurogrupo que o programa de ajustamento português terá de ser "mais duro" e "mais abrangente" que aquele que foi rejeitado pelo Parlamento português – o PEC 4.
"A Finlândia não gosta de uma situação em que um país não cuida das suas finanças públicas", afirmou o ministro, que defendeu um "pacote de medidas muito estrito" para Portugal. Este dirigente do conservador-liberal Partido da Coligação Nacional permitiu-se ditar condições a Portugal. Passando por cima do facto de o Parlamento português ter rejeitado o PEC 4, o ministro finlandês disse que o que estava na mesa "já não chega, agora é preciso ir mais longe".
Por seu lado, Olli Rehn, o comissário europeu da economia, avisou que o empréstimo será concedido mediante "condicionalidade estrita" e um "programa completo" de reformas
No coro entrou o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, que frisou que o mecanismo de socorro só é accionado com um “programa de ajustamento” de reformas no país.
Juros continuam a subir
O pedido de ajuda do governo português não alterou a especulação conta a dívida soberana do país.
Esta sexta, às 08h30, os juros exigidos para deterem títulos de dívida soberana portuguesa a cinco anos negociavam, em média, nos 9,904%, acima dos 9,837% da sessão anterior.
No prazo a 10 anos, a taxa negociava, em média, nos 8,635%, um valor superior aos 8,599% da sessão anterior.