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Milhares juntam-se em petição pela valorização das pegadas de dinossáurios

Galopim de Carvalho quer que o trilho de pegadas de dinossáurio da Pedreira do Galinha, na Serra de Aire, seja preservado e divulgado internacional. Para isso, dinamiza uma petição à Assembleia da República.
Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire. Foto de Manuelvbotelho/Wikimedia Commons.
Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire. Foto de Manuelvbotelho/Wikimedia Commons.

O geólogo António Galopim de Carvalho é o principal dinamizador de uma petição pela defesa do trilho de pegadas de dinossáurio da Pedreira do Galinha que, até ao momento em que esta notícia foi redigida, contava já com mais de 6.500 assinaturas. A iniciativa pretende ultrapassar pelo menos o patamar das 7.501 subscrições exigidas para que o documento seja discutido na Assembleia da República.

Este trilho, situado na Serra de Aire e descoberto em 1994, está classificado como monumento natural e ficou preservado numa única laje calcária de 62.500 metros quadrados e que data de há 275 milhões de anos, em pleno Jurássico.

Procura-se não só preservar o espaço quanto divulgá-lo. Galopim de Carvalho insiste na importância destas pegadas raras pela antiguidade mas também pela qualidade da sua conservação e quantidade das pegadas de saurópodes, os grandes dinossauros herbívoros, perto de 400, organizadas em 20 trilhos, dois deles com mais de 140 metros.

No texto da petição solicita-se “a quem de direito que mande fazer (por entidade competente)” numa primeira fase, “um projeto envolvendo, em especial, as componentes científica, pedagógica, lúdica e turística de superior qualidade, a nível internacional, e, numa segunda fase, a sua concretização, na certeza da sua rendibilidade económica, potenciada pela proximidade (10km) ao Santuário de Fátima”.

Para além da recolha online, o geólogo vai somando à sua causa por contacto pessoal nomes conhecidos entre os quais os da escritora Alice Vieira, do ex-reitor da Universidade de Lisboa António Sampaio da Nóvoa, do músico Carlos Mendes, da Comissária Europeia Elisa Ferreira, dos cientistas Fernando Catarino, Filipe Duarte Santos e Helena Paiva Henriques, do designer Henrique Cayatte, do físico João Caraça (físico), de José Barata Moura, Júlio Isidro, Manuel Sobrinho Simões, do músico Pedro Abrunhosa, da historiadora Raquel Varela, da diretora da Agência Ciência Viva Rosalia Vargas, de Sérgio Godinho e de Vitorino.

Aos 91 anos, António Galopim de Carvalho diz ao Público que o projeto para aquele espaço tem um “propósito ambicioso” e que nele está empenhado “até à medula”. Acrescenta que, dada da idade já não estará cá para o ver concluído “mas isso não me impede de trabalhar, ainda que intensamente, para o pôr em marcha”.

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