Milhares de pessoas sairam hoje à rua por todo o país para celebrar o 1.º de maio e reivindicar melhores condições para os trabalhadores e uma luta contra a precariedade no país. Depois de um ano de governação do Partido Social Democrata e do Partido do Centro Democrático Social, os representantes sindicais salientam que as condições de quem trabalham estão piores.
Ao Eco, o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (VGTP) salientou que “depois de um ano da governação, o Governo da AD aprofundou a política de direita. A vida dos trabalhadores, dos jovens e dos reformados está hoje mais difícil ”.
“No nosso país, a vida dos trabalhadores, dos jovens, dos reformados e da população em geral está hoje mais difícil. Crescem as dificuldades para garantir uma vida digna, com salários e pensões insuficientes para cobrir os custos com a habitação, alimentação e serviços essenciais, por sérias limitações no acesso à saúde, à educação, à habitação, entre outros bens”, disse Tiago Oliveira.
A CGTP assinalou o feriado em todos os distritos do país com trabalhadores na rua. Em Lisboa, os sindicatos desfilaram ao lado de organizações da sociedade civil como a Solidariedade Imigrante e a Vida Justa.
A coordenadora do Bloco de Esquerda disse nas redes sociais que o “Bloco junta-se à manifestação para reivindicar hoje e sempre mais direitos para os trabalhadores”. Mariana Mortágua sublinhou que o Bloco quer que “seja reconhecido o trabalho invisível dos trabalhadores por turnos” que são “mais de um milhão de trabalhadores no país”.
“Estamos aqui para dizer que o trabalho é aquilo que nos une, é o mais importante que temos e que o salário tem que pagar a vida, tem que pagar a casa, tem que pagar o lazer e que nós temos que lutar também por menos horas de trabalho, para ter o descanso merecido por todos”, disse a dirigente bloquista. “Respeitando os trabalhadores mudamos de vida e o país avança”.