Segundo divulga o socialistworker online, mais de 2.000 trabalhadores de nove fábricas, dois centros de Pesquisa e Desenvolvimento e um escritório da multinacional Unilever, que teve um lucro de 2,41 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano, estão em greve esta sexta-feira para defender as suas pensões. Os sindicatos Unite, GMB e Usdaw participam nesta greve.
Após ter proibido novas adesões ao esquema de pensões e de ter solicitado aos trabalhadores para aumentarem a sua contribuição de forma a salvarem o fundo, a empresa quer agora abolir por completo este sistema, o que implica que os trabalhadores que descontam há vários anos perderão milhares de libras.
Trabalhadores denunciam objectivos da empresa
Em declarações ao Socialist Worker, os trabalhadores da Unilever denunciam as intenções da administração da Unilever.
Paul Comerford, um técnico de produção da fábrica de Essex, afirmou que "parece que a Unilever teve desde sempre um plano para acabar com o direito dos trabalhadores às suas pensões”.
"Eles estão a entrar na onda também, vêem o que o governo está a fazer com as pensões do sector público e pensam: “'Nós também vamos ter um pouco disto”, avançou este trabalhador.
Já Mike Rooke, da fábrica de Purfleet, Essex, sublinhou que a “Unilever é uma das multinacionais mais ricas do mundo”, sendo que o CEO da empresa recebe todos os anos £ 350.000 todos os anos, além de um salário de 900 mil libras, quase outro tanto em bónus, e 1 milhão ações no ano passado".
Administração repreende trabalhadores
Como forma de castigar os grevistas, a administração da Unilever decidiu, segundo noticia o Guardian, desmarcar as comemorações natalícias da empresa e não distribuir este ano as habituais senhas de alimentos da empresa.
Por outro lado, os representantes da Unilever cancelaram também as marcações de férias para o próximo ano, argumentando que podem ser marcadas, entretanto, novas greves.