Mais de 30 mil pessoas concentraram-se em frente à sede do Parlamento esta quarta-feira, protestando contra as novas medidas de austeridade anunciadas esta semana pelo Governo grego.
A manifestação, inspirada nas mobilizações da Porta do Sol em Madrid, foi organizada pela internet, principalmente pelo Facebook, apelando a todos os "indignados".
Para lá de Atenas, o protesto alargou-se a outras cidades como Thessaloniki (10 mil pessoas), Patra, Larissa, Volos, Rethymno, Hania e Heraklion juntando milhares de pessoas, sobretudo jovens mas não só.
Discussões animadas sobre o protesto desta quarta-feria tiveram lugar nas redes sociais e sites na internet, pelo que uma nova convocatória foi feita para esta quinta-feira: de novo, todos à Praça Syntagma para protestar contra o FMI e a política da austeridade.
Nas manifestações, que desta vez não foram organizadas por nenhum sindicato ou organização política, gritava-se "Ladrões, ladrões" e “FMI fora daqui”. Um dos muitos cartazes dizia: "Que horas são? É hora de eles irem embora."
O governo grego anunciou esta segunda-feira um plano de privatizações imediatas e novas medidas de austeridade, entre elas o aumento dos impostos e cortes nos apoios sociais, num país onde a taxa de desemprego cresce há três anos, principalmente entre os mais jovens.
A Grécia tem vindo a ser pressionada a adoptar medidas ainda mais restritivas como contrapartida para receber uma nova tranche do empréstimo concedido pela União Europeia, Banco Central Europeu e FMI. Uma delegação da troika voltou a Atenas para assegurar isso mesmo.
O primeiro-ministro grego, George Papandreou, alertou, no fim-de-semana passado, que a Grécia poderá colapsar, já em Junho, se o país não receber a quinta tranche do empréstimo trianual concedido em Maio de 2010 concedido pela União Europeia e FMI, no valor de 12 mil milhões de euros.