Está aqui

Migrantes que desembarcaram no Algarve colocados na prisão por falta de espaço

Os 21 migrantes que acostaram na ilha do Farol, na passada terça-feira, foram levados para o Estabelecimento Prisional do Linhó. A Associação Solidariedade Imigrante considera a situação “desumana”.
Estabelecimento Prisional do Linhó, em Cascais. Fonte, cascais.pt.
Estabelecimento Prisional do Linhó, em Cascais. Fonte, cascais.pt.

Os 21 migrantes que acostaram na ilha do Farol, na passada terça-feira, foram levados para o Estabelecimento Prisional do Linhó onde ficarão a aguardar processamento. 

Os migrantes estavam desde terça-feira à guarda conjunta da GNR e do SEF. Segundo o SEF, a capacidade dos centros de instalação temporária para estrangeiros está esgotada, tendo o Tribunal Judicial de Faro decidido que, "perante o esgotamento da capacidade de instalação dos centros de instalação temporária do SEF, que os cidadãos sejam conduzidos ao Estabelecimento Prisional do Linhó, onde aguardarão os trâmites do processo de afastamento que lhes vier a ser instaurado".

“Desumana”, é a forma como o presidente da Associação Solidariedade Imigrante avalia o tratamento destes migrantes por parte das autoridades em declarações à TSF.

O presidente da Associação Solidariedade Imigrante defende que estes imigrantes não devem ir nem para a prisão nem para os centros de instalação temporária, mas sim receber a proteção adequada. 

"É inadmíssivel que as vítimas sejam penalizadas. Não faz sentido nenhum. A lei portuguesa, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Declaração Europeia dos Direitos Humanos, todas as leis dizem que todas as vítimas devem ser protegidas. São vítimas de tráfico humano", conclui Timóteo Macedo.

Termos relacionados Sociedade
(...)