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Microsoft troca jornalistas por “inteligência artificial”

27 jornalistas foram despedidos na sequência da decisão de passar a responsabilidade de edição e seleção de notícias no site do MSN e no navegador Edge para programas de software automáticos.

A Microsoft anunciou o despedimento da equipa que tratava da publicação de notícias no seu portal MSN e no navegar Edge. Estes jornalistas não produziam conteúdo jornalístico original. O seu trabalho era selecionar notícias feitas por outros meios de comunicação social, editar conteúdos e adaptar textos e entradas para estes veículos. Tratavam de garantir a legibilidade e clareza da escrita mas também de eliminar histórias menos credíveis, mais enviesadas e de escolher os artigos mais interessantes seguindo as linhas editoriais da empresa.

A equipa de 27 trabalhadores da PA Media foi assim informada que, dentro de um mês, ficaria sem trabalho. As tarefas passarão a ser cumpridas com recurso à Inteligência Artificial, programas automáticos de software irão substituir os humanos.

O fim destes contratos significará uma redução de custos e um consequente aumento de lucros. O modelo de negócio do site da Microsoft passa por dividir as receitas de publicidade com os meios de comunicação que criaram o conteúdo. A empresa esclareceu que “como todas as companhias, avaliamos os nossos negócios frequentemente. Isto pode resultar em aumento de investimentos em alguns lugares e, de tempos a tempos, numa redistribuição noutros.”

Vários meios de comunicação têm dado passos significativos no sentido de adotar a aplicação da Inteligência Artificial ao jornalismo. Entre elas conta-se a conhecida agência noticiosa norte-americana, Associated Press. A sua rival Reuters também utiliza este tipo de sistemas mas, por enquanto, centrado nas notícias sobre mercados financeiros. A Forbes e o Los Angeles Times são outros meios de comunicação social que anunciaram terem sistemas deste tipo.

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