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Mercado de plataformas de transporte de passageiros caiu para metade

Segundo a análise do Público, olhando para a receita da contribuição de regulação e supervisão para ao Estado pelas plataformas como a Uber ou Cabify, em julho registou-se uma quebra de 49,4% face ao mesmo mês de 2019.
Fotografia de Automobile Italia/Flickr.

As plataformas de transporte de passageiros em veículo descaracterizado (TVDE), como a Uber ou Cabify, pagam uma contribuição e supervisão (CRS) ao Estado, fixada em 5% do valor que as plataformas cobram aos operadores.

A receita, que é entregue à Autoridade da Mobilidade dos Transportes (AMT), não terá ido além dos 150 mil euros em julho, ou seja, uma quebra de 49,4% face ao mesmo mês de 2019, segundo o Público. Não existindo outros indicadores públicos sobre o mercado de TVDE, a flutuação desta contribuição é o melhor sinal sobre a evolução do mercado.

Este não é o pior mês desde o início da crise pandémica. Se em março ainda tinha sido registada uma subida de 39% face a 2019, em abril a quebra foi de 82,4%. Desde então tem-se assistido a uma recuperação lenta mas sustentada todos os meses, ainda assim bastante abaixo dos valores de 2019.   

Os últimos números disponíveis indicam que, em junho, estariam registados 25.352 motoristas de TVDE e 7.839 operadores certificados em oito plataformas licenciadas: Bolt, Cabify, Uber, It’s my ride, Vemja, Bora, Tazzi e Free-Now.

Segundo os dados públicos, no grupo Uber, o transporte de pessoas caiu 73% para 3.046 milhões de dólares; mas o segmento de entregas subiu 113%, chegando aos 6.961 milhões de dólares.

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