Marcha de vitivinicultores na Régua

30 de novembro 2011 - 17:23

Pela terceira vez em quatro meses, vitivinicultores do Douro realizaram nova ação de protesto: uma marcha lenta na Régua contra os preços baixos pagos à produção, contra a redução do benefício e a introdução de portagens na A24.

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Os vinicultores marcharam lentamente nos seus veículos automóveis pelas ruas da cidade da Régua, num protesto convocado pela Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDOURO). Depois de atravessarem a cidade da Régua, os vitivinicultores entraram na A24 e marcharam até Lamego, protestando contra a introdução de portagens nesta autoestrada, que liga Viseu a Chaves.

À Lusa, Berta Santos dirigente da Avidouro disse que a introdução de portagens “vem agravar ainda mais a situação já muito preocupante dos nossos vitivinicultores, que já vivem com rendimentos muito baixos”.

Segundo a agência Lusa, chegaram a juntar-se à volta de 250 carros e carrinhas, muitos deles com faixas e bandeiras negras em sinal de luto pelo Douro.

Em 10 anos, o benefício (quantidade de mosto que cada produtor pode destinar à produção de vinho do Porto) foi reduzido em 45 por cento, de 145 mil pipas em 2001 para as 85 mil em 2011.

Os produtores queixaram-se ainda dos preços baixos pagos à produção pelas uvas e vinho, ou seja, menos de 100 euros a pipa para o vinho de mesa e à base dos 800 para o vinho do Porto. “Preços que não pagam os custos de produção”, frisou Berta Santos à agência.

Os vitivinicultores aprovaram uma moção a reivindicar a intervenção urgente do Governo, que foi entregue nos serviços da direção regional de Agricultura, em Vila Real.