Os vinicultores marcharam lentamente nos seus veículos automóveis pelas ruas da cidade da Régua, num protesto convocado pela Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDOURO). Depois de atravessarem a cidade da Régua, os vitivinicultores entraram na A24 e marcharam até Lamego, protestando contra a introdução de portagens nesta autoestrada, que liga Viseu a Chaves.
À Lusa, Berta Santos dirigente da Avidouro disse que a introdução de portagens “vem agravar ainda mais a situação já muito preocupante dos nossos vitivinicultores, que já vivem com rendimentos muito baixos”.
Segundo a agência Lusa, chegaram a juntar-se à volta de 250 carros e carrinhas, muitos deles com faixas e bandeiras negras em sinal de luto pelo Douro.
Em 10 anos, o benefício (quantidade de mosto que cada produtor pode destinar à produção de vinho do Porto) foi reduzido em 45 por cento, de 145 mil pipas em 2001 para as 85 mil em 2011.
Os produtores queixaram-se ainda dos preços baixos pagos à produção pelas uvas e vinho, ou seja, menos de 100 euros a pipa para o vinho de mesa e à base dos 800 para o vinho do Porto. “Preços que não pagam os custos de produção”, frisou Berta Santos à agência.
Os vitivinicultores aprovaram uma moção a reivindicar a intervenção urgente do Governo, que foi entregue nos serviços da direção regional de Agricultura, em Vila Real.