A CP anunciou na quinta-feira que "após um período de negociações intensivas, ao longo da última semana, chegou a um acordo com o Sindicato Nacional dos Maquinistas (SMAQ) que põe fim ao ciclo de greves que vinha afetando o setor ferroviário".
Para a empresa ferroviária, este acordo "é fruto de um esforço conjunto entre a administração da CP e o SMAQ, demonstrando a vontade de ambas as partes em resolver o conflito laboral e assegurar a continuidade dos serviços prestados aos passageiros".
O acordo põe um ponto final a quatro meses de luta dos maquinistas, que incluiu uma greve parcial durante todo o mês de abril. Estes reivindicavam "aumentos salariais efetivos", a "valorização da carreira de tração" e a melhoria das condições de trabalho nas cabines de condução e instalações sociais e das condições de segurança nas linhas e parques de resguardo do material motor. Defendiam também uma "humanização das escalas de serviço, horas de refeição enquadradas e redução dos repousos fora da sede", um "efetivo protocolo de acompanhamento psicológico aos maquinistas em caso de colhida de pessoas na via e acidentes" e o "reconhecimento e valorização das exigências profissionais e de formação dos maquinistas pelo novo quadro legislativo".
Em comunicado, o SMAQ diz que foi a "determinação e a coesão da Carreira de Tração da CP [que] abriu caminho para que tanto as tutelas ministeriais como o CA da CP interiorizassem que não haveria saída para o conflito instalado sem uma negociação séria" com o sindicato.
Essa negociação só aconteceu na semana passada, após meses de greve que levaram à supressão de cerca de sete mil comboios, nas contas do SMAQ, e decorreu tanto com o Ministério das Infraestruturas como com a administração da empresa que tutela.
A direção sindical considera que alcançou os objetivos que os seus associados exigiram e irá apresentar o acordo alcançado no plenário a realizar no próximo dia 10 de maio.