José Manuel Caetano, presidente da FPCUB, disse à agência Lusa: “O conjunto de acidentes que tiveram lugar nos últimos dois meses, forçaram que os nossos associados e as pessoas em geral nos empurrassem para esta manifestação, dizendo que temos de fazer alguma coisa”.
Segundo a FPCUB a manifestação realizou-se em 27 cidades do país.
José Manuel Caetano disse ainda à Lusa que o pedido dos manifestantes é a “acalmia do tráfego”.
“Se se conseguir acalmar o tráfego, não são precisas grandes infraestruturas. Isto é um frenesim e andamos todos a correr não sei para quê”, afirmou, garantindo que é para continuar a “discussão pacífica e a sensibilização de consciências de um problema nacional, que tem de ser resolvido”.
A federação tem já assento na Comissão para a Mobilidade para a Mobilidade Ligeira, na qual já fizeram propostas para a alteração do Código da Estrada, lembrou à Lusa o presidente da FPCUB.
No protesto de Lisboa foi lido um manifesto pedindo menor velocidade da circulação automóvel nas cidades, que foi aprovado pelos participantes, assim como uma moção de confiança para a FPCUB continue a sua ação. Foi ainda respeitado um minuto de silêncio pelas vítimas mortais em atropelamentos e seguidamente os ciclistas dirigiram-se até à Praça dos Restauradores pela Rua da Prata.
Na Madeira, a manifestação decorreu em Machico e teve a presença de 120 pessoas, segundo o “Diário de Notícias” da Madeira.
Segundo a Lusa e de acordo com dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), até ao final de setembro do ano passado registaram-se 88 atropelamentos em Portugal.
Entre 2002 e 2006 este número foi sempre diminuindo. Em 2002 registaram-se 297 atropelamentos, em 2003 foram 246, em 2004 204, em 2005 188 e em 2006 137, número que se manteve em 2007. Em 2008 e 2009 os números continuaram a baixar, para 136 e 130 atropelamentos anuais.
Nos últimos dois anos registou-se um aumento no número de atropelamentos: 195 em 2010 e 199 em 2011.