Uma traineira proveniente da Líbia naufragou na madrugada desta quarta-feira na costa grega, a 80 quilómetros de Pylos no Peloponeso. O barco teria centenas de pessoas a bordo que tinham partido na esperança de conseguir chegar a Itália. Há para já 78 mortes confirmadas e 104 pessoas foram resgatadas pela guarda costeira grega.
Na manhã desta quinta-feira, as buscas por sobreviventes prosseguem com oito barcos e um helicóptero, não sendo certo quantas pessoas a embarcação levaria. O Libération indica que os sobreviventes terão afirmado existir perto de 700 pessoas a bordo, a Reuters cita uma organização humanitária de resgate a refugiados que diz que seriam 750, mas acrescenta que a Organização Internacional para as Migrações da ONU dá conta de um número mais baixo, 400.
Seja como for, este é já considerado o maior naufrágio desde 2016. No canal público de televisão grego ERT, Stella Nanou, do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, confirmou que “poderá tratar-se da pior tragédia marítima dos últimos anos na Grécia”.
Imagem do barco onde seguiam centenas de pessoas antes do naufrágio. Foto Guarda Costeira da Grécia.
Os migrantes estavam apinhados num barco com apenas entre 20 a 30 metros de comprimento. Seriam, de acordo com os órgãos de comunicação social gregos Skai TV e o Proto Thema, na sua maioria mulheres e crianças. O motor da traineira terá parado e começado a virar de um lado para o outro. A Guarda Costeira grega diz ter recebido o alerta quando o motor parou e o seu navio que acompanhava à distância a embarcação testemunhou as manobras bruscas que a viraram, afundando-se por completo em poucos minutos.
A rota de migração do Mediterrâneo Central é considerada a mais perigosa do mundo. A ONU estimou recentemente que desde 2014 ocorreram mais de 20.000 mortes nesta travessia.
Imagem do barco onde seguiam centenas de pessoas antes do naufrágio. Foto Guarda Costeira da Grécia.