O grupo alemão líder mundial do turismo anunciou um programa com “reduções significativas de custos”, para assim dar seguimento a atividade da empresa depois da pandemia da covid-19.
Uma das medidas para conseguir o corte de 30% dos custos passará pelo despedimento de oito mil trabalhadores, o que corresponde, segundo a RFI, a 15% da sua força laboral por todo o mundo, estimada em mais de 53 mil trabalhadores. A operadora justifica esta decisão com uma forte quebra nos lucros e nos volumes de negócios. Mesmo assim, esperam que o turismo volte a funcionar, pouco a pouco, à medida que a Europa vai abrindo as suas fronteiras.
"Acredito que o mais tardar em 2022 veremos uma recuperação integral do turismo", afirmou o administrador da empresa, Fritz Joussen, citado pela Reuters. O CEO da empresa não põe de parte a hipótese de se desfazer das linhas aéreas que a Tui detém. "Há três anos tínhamos seis companhias aéreas, agora temos três. Fazemos bem em ter três? Essa é uma questão a ponderar", prosseguiu Fritz Joussen, considerando "pouco realista" a possibilidade de as vender todas.
Em abril, o grupo garantiu um empréstimo de emergência do estado alemão no valor de 1,8 mil milhões de euros.