Madrid: trabalhadores ocupam hospitais em protesto contra as privatizações

08 de novembro 2012 - 11:56

Os trabalhadores de seis centros hospitalares ocuparam as instalações destas unidades de saúde em protesto contra a sua privatização, anunciada pelo Governo Regional madrileno. A Coligação Sindical Independente de Trabalhadores (CSIT) denuncia o processo de "deterioração brutal" do serviço público de saúde.

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Desde o passado dia 2 de novembro, e por tempo indefinido, os trabalhadores do Hospital Universitário de La Princesa ocupam as instalações deste estabelecimento, em protesto contra as intenções do governo madrileno de privatizar esta unidade de saúde e de transformá-lo num “centro geriátrico”.

Na terça feira, centenas de pessoas juntaram-se a este protesto, desfilando pelas ruas de Madrid contra as privatizações e pela defesa de uma “saúde pública universal para todos”.

A Coligação Sindical Independente de Trabalhadores (CSIT) - União Profissional promoveu ainda um abaixo assinado para “dar a entender” ao Governo Regional que os utentes deste hospital “não querem mudar de especialistas nem de médicos”.

No dia 5 de novembro foi a vez dos trabalhadores do Hospital Infanta Leonor, que também consta da lista de privatizações anunciada pelo governo regional, mostrarem a sua indignação face às intenções do executivo madrileno. Segundo avançam os sindicatos, cerca de 80 trabalhadores continuam reunidos no auditório do edifício e prometem permanecer encerrados até que alguém lhes explique “qual vai ser o futuro da saúde pública”.

Já no Hospital del Henares, os trabalhadores concentraram-se, na terça feira, no átrio do estabelecimento de saúde. Em comunicado, a União Geral dos Trabalhadores, considera que a privatização deste hospital é “desnecessária” e acusa o Governo Regional de querer "fazer negócio com a saúde dos madrilenhos e com a precariedade das condições laborais dos trabalhadores".

Também os trabalhadores do Hospital del Tajo (Aranjuez), do Hospital del Sureste (Arganda) e do Hospital Carlos III de Madrid ocuparam as instalações destas unidades de saúde.

Para a CSIT, está em curso um processo de "deterioração brutal" do serviço público de saúde que visa "favorecer a sua mercantilização, neste caso e em concreto, as empresas concessionárias que vêm gerindo os novos hospitais da região, o que se repercutirá numa grave deterioração da qualidade do serviço público ao cidadão".



 

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