Madeira: “Nenhum partido deve temer o voto”

07 de fevereiro 2024 - 18:53

Uma delegação do Bloco de Esquerda/Madeira foi recebida pelo representante da República. Dina Letra defendeu a realização de eleições antecipadas e diz que o partido está preparado para ir a votos.

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Dina Letra em pré-campanha para as legislativas esta semana no centro do Funchal.
Dina Letra em pré-campanha para as legislativas esta semana no centro do Funchal. Foto Bloco/Madeira

O representante da República na Madeira, Ireneu Barreto, começou esta quarta-feira a ouvir os partidos com assento na Assembleia Legislativa daquela Região Autónoma, dias depois da demissão de Miguel Albuquerque, constituído arguido e suspeito de corrupção à frente do Governo Regional do PSD/CDS.

“Estamos preparados para eleições e nenhum partido deve temer o voto”, afirmou a coordenadora regional, Dina Letra, citada pela agência Lusa, acrescentando não encarar outro cenário que não seja a convocação de eleições antecipadas, pois “os madeirenses merecem esse respeito”.

“Desde que tivemos esta emergência política que há necessidade de eleições antecipadas, quando for constitucionalmente possível, para que o novo Governo que governe a Madeira nos próximos quatro anos tenha essa legitimidade popular”, defendeu a coordenadora do Bloco/Madeira.

Para os bloquistas madeirenses, a frágil maioria em que assenta o atual executivo não garante a estabilidade política necessária para o futuro. “Tem andado sempre com muita instabilidade, sempre a mudar de opinião, e, nesse sentido, nós consideramos que não há condições para que haja a garantia de uma legislatura completa”, afirmou Dina Letra.

Questionada pelos jornalistas sobre um eventual acordo a esquerda na Madeira, Dina Letra respondeu que o partido tem mantido conversações apenas sobre a moção de censura que o PS apresentará, pois os partidos com deputado único, como é atualmente o caso do Bloco, estão impedidos de recorrer a esse instrumento de ação parlamentar.

Quanto a entendimentos futuros, Dina Letra respondeu que “nós não fechamos as portas, nós somos um partido democrático, somos um partido responsável, somos um partido de diálogo também, e, nesse sentido, tomaremos as decisões que tiverem de ser tomadas, caso esse assunto venha a estar em cima da mesa”, concluiu.