A Rede 8 de Março junta há vários anos pessoas, movimentos e associações feministas, anti-racistas, LGBTQI+, pela justiça climática, pelos direitos dos imigrantes e de combate à precariedade.
Esta semana, a Rede propõe-se assinalar a paralisação internacional das mulheres, que começou na Argentina e ganhou impulso nos Estados Unidos nas marchas anti-Trump. Marcada para o dia 8 de março, a iniciativa de solidariedade terá lugar na Praça do Rossio, em Lisboa, a partir das 17h30.
Para sábado, dia 11, está convocada a marcha “Constroem muros, aprendemos a voar!”, que sai às 15h da Praça Luís de Camões em direção ao Largo do Intendente, em Lisboa. Essa noite há ainda a “festa transfeminista: Existo logo Resisto”, a partir das 22h no Clube Desportivo do Intendente.
O manifesto de apelo à participação nestas iniciativas fala da necessidade de “contrariar o conformismo e o isolamento e festejar a luta feminista” no ano em que se comemora o décimo aniversário da vitória no referendo à despenalização do aborto por opção da mulher. “Mas ainda é preciso combater as velhas inquisições e lutar para sermos nós a escrever a história”, acrescenta o manifesto.
A precariedade laboral, a discriminação das mulheres migrantes, a violência, o assédio e o machismo e a negação ao direito à autodeterminação e à identidade de género são outras preocupações presentes neste manifesto, aberto à subscrição.
“Exigimos a mudança, os mesmos direitos e as mesmas oportunidades, porque somos muitas e não estamos sós”, conclui o texto que apela à ocupação “de todos os espaços da sociedade, das nossas vidas, desde os da representação aos da decisão e inclusive os nossos corpos, todos, sem excepções”.