O júri, constituído por Paulo Sucena (Fenprof), José Manuel Mendes e Paula Mendes Coelho, deliberou, por unanimidade, distinguir o romance Florinhas de Soror Nada, de Luísa Costa Gomes, "relevando o extremo rigor da sua construção e da linguagem, cujo poder de inventiva e contágio, a par de personagens intensas e do entrecho, desmontam os lugares comuns concernentes às relações entre a fé e o conhecimento, ao feminismo estereotipado e à vacuidade manipuladora do chamado politicamente correcto".
No comunicado em que anuncia a decisão, a Fenprof “assinala com satisfação que Luísa Costa Gomes, com este seu belíssimo romance, se vem juntar a nomes cimeiros da literatura portuguesa contemporânea na área da ficção”. O Prémio Urbano Tavares Rodrigues já foi atribuído em 2017 a Isabela Figueiredo, com o romance A Gorda, em 2015, a Lídia Jorge, com Os Memoráveis, e, em 2013, a Ana Cristina Silva, com O Rei do Monte Brasil.
Com uma obra literária que remonta ao início dos anos 1980, Luísa Costa Gomes é autora de inúmeros contos, tendo criado a revista de contos Ficções, que atualmente dirige. Os dezoito títulos já publicados já lhe valeram prémios e traduções em várias línguas. A escritora também foi tradutora de livros e filmes e colabora com vários órgãos de comunicação social.
Pode ouvir aqui no podcast “Alta Voz” do esquerda.net a leitura de um conto de Luísa Costa Gomes, “À Grande e à Francesa”, por Luís Fazenda. O conto integrava o livro “Contos outra Vez”, que venceu em 1997 o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores.