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“Livrarias independentes são autênticos centros culturais que não podemos dispensar”

Catarina Martins visitou este sábado a Livraria Barata, com uma história ligada à resistência antifascista. Terça-feira vai ser debatido no Parlamento o projeto do Bloco que visa um investimento extraordinário nas pequenas editoras e livrarias independentes.
Catarina Martins na Livraria Barata.
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, fala aos jornalistas na sua visita à Livraria Barata em Lisboa, 30 de maio de 2020. Foto de MIGUEL A. LOPES/LUSA

Durante a visita, a coordenadora bloquista expressou a preocupação do Bloco com a situação das livrarias e das editoras independentes, destacando que “a concentração de mercado tem levado a menos diversidade”.

Segundo Catarina Martins, “as livrarias que estão nas malhas das nossas cidades são autênticos centros culturais que não podemos dispensar”, sendo que, com a Covid-19, as dificuldades que já tinham agravaram-se.

A coordenadora bloquista sinalizou a importância da Livraria Barata, ligada à resistência antifascista, para o país e lembrou “o seu papel na construção da nossa democracia”. Referindo-se à mobilização cidadã para garantir a sua sobrevivência, Catarina Martins afirmou que, seguramente, “a livraria é um exemplo de como a mobilização é extraordinária”. “Mas vamos precisar de apoios mais estruturais”, vincou.

Esta semana vai ser debatido no Parlamento o projeto do Bloco para apoiar as livrarias e as editoras independentes.

Por um lado, é prevista a criação de um programa de emergência de um milhão de euros no apoio às pequenas editoras, comparticipando o governo com 90% dos custos de produção, incluindo tradução, revisão, paginação, design de capa, ilustração e impressão, num máximo de três livros por editora com candidaturas entregues em 2020.

O Bloco propõe ainda “um apoio muito concreto sobre a renda destas livrarias”: “É preciso um financiamento para pagar as rendas destes edifícios, muito sujeitos a especulação imobiliária, com rendas muito altas que são difíceis de suportar neste momento. Se não queremos as nossas cidades vazias, o Estado tem a obrigação de comparticipar estas rendas desde o início da crise pandémica até, pelo menos, ao final do ano, sem prejuízo de se implementarem medidas mais estruturantes neste setor”, explicou a dirigente bloquista.

Nesse sentido, o projeto estipula que as rendas imobiliárias das livrarias independentes são financiadas em 90% até ao final de 2020, com efeitos retroativos à declaração do estado de emergência devido à crise pandémica.

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