Linhó: Governo reconhece falhas de água e energia e nas consultas de Psicologia

11 de abril 2025 - 11:46

O Ministério da Justiça desculpa-se sobre o facto de os presos não estarem a ter acesso a consultas de Psicologia com a greve dos guardas prisionais. Fabian Figueiredo considera a situação “muito preocupante” num estabelecimento prisional que foi notícia recentemente por ter existido um suicídio numa cela.

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Prisão do Linhó
Prisão do Linhó. Foto da Câmara Municipal de Cascais.

O Ministério da Justiça respondeu a uma questão do Bloco de Esquerda sobre falhas de abastecimento de água e de energia e também sobre o alegado suicídio de um recluso no estabelecimento prisional do Linhó. A resposta admite que houve avarias que afetaram a pressão da água e a distribuição de energia e garante que não há sobrelotação nesta prisão. Relativamente ao alegado suicídio, aquele Ministério confirma que os presos não têm sido levados às consultas de Psicologia que existem no interior deste estabelecimento, explicando-se com a greve dos guardas prisionais.

Numa reação aos microfones da TSF, o deputado bloquista Fabian Figueiredo considera o que se passa grave e preocupante. Para ele, “em Portugal quando uma pessoa está privada da sua liberdade, o Estado tem não só a responsabilidade de garantir os seus direitos enquanto está preso, mas, por outro lado, a lei portuguesa prevê também que os reclusos tenham oportunidade para se reintegrarem na sociedade”.

Sobre a confirmação de que as consultas de Psicologia estavam “interrompidas”, afirma que “isso é muito preocupante” já que “estamos a falar do estabelecimento prisional que foi notícia recentemente por ter existido um suicídio numa cela”. Um caso que entende ser “muito grave”.

Na sua leitura, a resposta do Ministério da Justiça “mostra que há muito a fazer”.