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Libertação imediata das crianças palestinianas detidas por Israel, exige GUE/NGL

O apelo foi feito por Manu Pineda, eurodeputado do GUE/NGL e presidente da Delegação do Parlamento Europeu para as relações com a Palestina, no dia da Nakba, 15 de maio. No final de março, 194 crianças estavam detidas por Israel sem nenhuma justificação
GUE/NGL exige libertação de crianças palestinianas presas
Foto de Enric Borrás | Flickr

Em comunicado, o GUE/NGL exige a libertação das crianças detidas pelas autoridades israelitas já que “o contínuo assédio, tortura e detenção de crianças palestinianas em Israel é vergonhoso e deve terminar agora”. 

O apelo foi feito ppr Manu Pineda, eurodeputado e presidente da Delegação do Parlamento Europeu para as relações com a Palestina, no dia em que aa Nakba, que representou “a destruição de mais de 500 cidades e vilas e a expulsão da maioria da população palestiniana” para dar lugar ao estado de Israel.

Segundo o eurodeputado, “a Nakba palestiniana continua até hoje através dos esforços diários e sistemáticos de Israel para fragmentar as terras palestinas e com o cerco a Gaza que dura há 13 anos”. 62 anos depois da Nakba, existem mais de 6 milhões de refugiados palestinianos.

O eurodeputado critica Israel porque “a situação das crianças palestinianas nas prisões de Israel é representativa dessa política de perseguição". "É chocante que Israel tenha intensificado a prisão de crianças durante a pandemia. Faço eco ao apelo das Nações Unidas pela libertação imediata de todas as crianças palestinas das prisões israelitas", acrescenta Manu Pineda.

No final de março, 194 crianças palestinianas tinha sido detidas pelas autoridades de Israel. São colocadas em prisões e centros de detenção sem terem cometido nenhum crime. 

“O dia de Nakba deste ano ocorre sob a ameaça de anexação do novo governo coligação de extrema direita de Israel. A anexação de até um terço da Cisjordânia ocupada, com o apoio do governo Trump e que deve ocorrer em julho, viola o direito internacional e não pode ser contestada. Vimos as terríveis consequências da anexação em Jerusalém e devemos resistir a todas as tentativas de aquisição de terras palestinianas e à privação dos palestinianos dos seus direitos”, afirma Manu Pineda.

Relembra ainda que “como parlamentar, devo lembrar também que Israel continua a condenar extrajudicialmente 12 parlamentares palestinianos eleitos, incluindo a ativista feminista e líder da esquerda palestinianas Khalida Jarrar”.

Para concluir, o comunicado do GUE/NGL, grupo parlamentar do Parlamento Europeu do qual faz parte Marisa Matias e José Gusmão, exige ações da UE porque “somente assumindo responsabilidade na região, a UE será eficaz em alcançar uma solução viável e justa, baseada no princípio da autodeterminação do povo palestiniano e no respeito ao direito internacional e às resoluções da ONU.” 

Foi ontem que se assinalou a Nakba (catástrofe), o dia que marca a expulsão da maioria dos palestinianos do seu...

Publicado por Marisa Matias em Sábado, 16 de maio de 2020

 

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