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Juiz Neto de Moura sente-se “lesado” e exige “dezenas de milhares de euros”

Acusado de tentar legitimar e atenuar a violência doméstica, o juiz-desembargador quer agora ser ressarcido pelos “danos causados” por quem o criticou publicamente, nomeadamente a coordenadora do Bloco, Catarina Martins, e a deputada Mariana Mortágua.
O juiz “sente-se lesado” e vai exigir a “reparação de um direito” que considera ter sido violado, o do seu bom nome.

“Quem diz o que quer ouve o que não quer”, avisou o advogado de Neto de Moura, Ricardo Serrano Vieira, em declarações à Visão.

De acordo com Ricardo Serrano Vieira, os pedidos de indemnização vão atingir as “dezenas de milhares de euros”, sendo que o valor exigido vai variar de caso para caso, “em função dos danos causados” ao magistrado.

“Os processos vão ser instaurados, as peças estão prontas e vão avançar”, garantiu o advogado de Neto de Moura, que afirmou que o seu cliente “sente-se lesado” e vai exigir a “reparação de um direito” que considera ter sido violado, o do seu bom nome.

“Houve pessoas que comentaram as decisões mas que consideramos não terem violado os direitos” do magistrado, “mas houve outras que, claramente, sim”, foram além daquilo que Neto de Moura considera ser “o limite”, diz Serrano Vieira.

A par da coordenadora do Bloco, Catarina Martins, e da deputada Mariana Mortágua são ainda alvo dos processos movidos por Neto de Moura Ricardo Araújo Pereira, Bruno Nogueira, Diogo Batáguas, João Quadros, Fernanda Câncio, Joana Amaral Dias e Manuel Rodrigues.

Aquando do anúncio de que o juiz desembargador se propunha a processar, por ofensa à honra, quem fez comentários sobre as suas decisões sobre casos de violência doméstica, Catarina Martins afirmou que Neto Moura teria de “processar a maioria do país, porque neste país as pessoas sabem que a violência doméstica é um crime e as suas sentenças tentam legitimar e atenuar a violência doméstica, humilhando mulheres, e isso é inaceitável”.

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