Nascido em Paris, em 1930, Jean-Luc Godard cresceu em Nyon, na Suíça. Regressou a Paris em 1949 onde se envolveu na vida cultural e artística da cidade e dos cineclubes que então floresciam. Conheceu o crítico de cinema André Bazin, bem como futuros realizadores como François Truffaut, Claude Chabrol ou Jacques Rivette. Godard começou por escrever para revistas de cinema, entre as quais a seminal Cahiers du Cinéma.
A sua primeira longa-metragem foi filmada em 1960, a partir de uma ideia original de François Truffaut. “À bout de souffle” - em português “O Acossado” - conta com as interpretações de Jean Seberg e Jean-Paul Belmondo e transformou-se num marco do cinema.
A esta obra seguiram-se muitas outras como “Le mépris” (O Desprezo) de 1963, a partir da obra homónima de Alberto Moravia, com Brigitte Bardot, Michel Piccoli e Jack Palance ou “Pierrot le fou” (Pedro o Louco) de 1965 com Jean-Paul Belmondo e Anna Karina.
Após o Maio de 68, Godard dirigiu o seu trabalho para uma vertente mais política e para tal fundou o coletivo de cinema Dziga Vertov, em homenagem ao cineasta e jornalista russo com o mesmo nome, percursor do cinema direto. Este coletivo realizou obras como “Pravda” (1969) sobre a invasão da Checoslováquia pela URSS, “Le Vent d'est (1969) com argumento do então líder estudantil Daniel Cohn-Bendit ou “Ici et ailleurs” também conhecido como “Jusqu'à la victoire” (1970) sobre a Palestina.
Ao longo da sua carreira foi agraciado com diversos prémios, entre os quais um Oscar Honorário em 2001, um César Honorário em 1987, recebeu o Urso de Prata, o Urso de Ouro e o Grande Prémio do Júri no Festival de Berlim e o Leão de Ouro no Festival de Veneza.