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Indonésia e Timor: Ciclone tropical causa mortes e milhares de deslocados

Mais de 150 mortes confirmadas nos dois países, dezenas de desaparecidos, milhares de deslocados. Este é o balanço provisório da passagem do Seroja pela região.
Rescaldo das cheias em Adonara, Indonésia. Foto de ROY RG/EPA/Lusa.
Rescaldo das cheias em Adonara, Indonésia. Foto de ROY RG/EPA/Lusa.

119 mortes na Indonésia, mais de trinta em Timor-Leste. O balanço da passagem do ciclone tropical Seroja pelo sudeste asiático é ainda provisório. Há 76 pessoas desaparecidas na Indonésia e um número indeterminado em Timor. Nos dois países são milhares as pessoas que ficaram sem casa.

As chuvas intensas, sobretudo no domingo, causaram cheias e deslizamentos de terras nos dois países. A agência indonésia para os desastres, BNPB, deslocou para a zona helicópteros para auxiliar nas buscas e a ajuda está a ser levada de barco. Neste país, as zonas mais afetadas foram as ilhas Adonara e Alor com 62 e 21 pessoas mortas. Há dois mil edifícios danificados pelo temporal e chegaram milhares de pessoas aos abrigos temporários onde faltam remédios, comida e cobertores segundo diz à Reuters, Alfons Hada Bethan, responsável da agência para os desastres em Flores Leste.

Em Timor-Leste, estão identificados de momento 33 mortos e ainda não se sabe quantos são os desaparecidos. Mas o dirigente da Proteção Civil, Ismael da Costa Babo, disse à agência Reuters que “o número de vítimas pode ainda aumentar porque muitas vítimas ainda não foram encontradas”.

Deslocados são milhares. Em Díli, há mais de 3.500 em alojamentos de emergência e vários edifícios, pontes e estradas destruídas. O serviço de eletricidade é intermitente nuns pontos da capital, não existe sequer noutros.

Tal como na vizinha Indonésia, o esforço das autoridades de defesa civil concentra-se agora na fase de busca de sobreviventes. Isto para além da distribuição de bens essenciais às populações deslocadas.

A União Europeia anunciou entretanto que irá oferecer apoio ao país. Segundo a instituição, “as cheias catastróficas chegaram numa altura em que Timor-Leste está a trabalhar para conter a propagação da Covid-19 entre a sua população”.

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