IndieLisboa aposta num diálogo entre várias gerações cinematográficas

19 de abril 2016 - 15:26

A 13ª edição do IndieLisboa começa esta quarta-feira com uma programação diversificada, juntando nomes consagrados a novos autores que exploram caminhos e linguagens suscetíves de renovar o panorama cinematográfico.

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Mafalda Melo, do Gabinete de Comunicação do Festival, afirmou o esquerda.net que depois de uma “reformulação alargada”, que se reflete de forma mais visível numa simplificação do desenho das secções do festival, o IndieLisboa “repete e afina” em 2016 o modelo de programação iniciado no ano passado.

Desta forma, refere, a programação que resultou do longo processo de seleção iniciada logo após a conclusão da última edição “resulta do espírito que anima o festival desde o seu início, ou seja, trazer a Lisboa a mais inventiva e interpelante produção mundial em curta e longa metragem, sem barreiras de género, dando a mesma atenção não só a nomes já consagrados como também aos novos autores”.

Desta forma, Mafalda Melo acentua que esta edição do IndieLisboa passa pelo “equilíbrio” entre o regresso de numerosos cineastas que o festival tem acompanhado e a introdução de um vasto conjunto de estreantes, sobretudo na Competição Internacional.

“Entre os primeiros estão alguns homenageados pelo IndieLisboa em edições anteriores, como Whit Stillman, Mia Hansen-Love, Claire Simon ou Jan Soldat", afirma.

”Não é por acaso que estes realizadores abrem e fecham, respetivamente, o IndieLisboa deste ano com a apresentação das suas obras mais recentes numa espécie de posfácio às retrospetivas que lhes dedicámos em 2015 e numa passagem de testemunho aos Heróis Independentes de 2016: Paul Verhoeven e Vincent Macaigne”, acrescenta.

Paul Verhoeven em retrospetiva

Em relação aos destaques da programação para este ano, a responsável do Gabinete de Comunicação destaca a retrospetiva integral da obra cinematográfica de Paul Verhoeven, a primeira realizada em Portugal e só tornada possível graças à colaboração estabelecida com a Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema.

Na sua opinião, este será o momento mais "mediático" do Festival por causa da "notoriedade internacional do realizador holandês".

[caption align="left"]A obra de Paul Verhoeven terá lugar de destaque na edição deste ano.[/caption]

“O culto à volta de filmes como Turks fruit, RoboCop e Showgirls continua e regista um particular interesse entre todas as gerações de cinéfilos” sublinha.

Para Mafalda Melo, esta é uma obra que conhecerá um novo capítulo logo a seguir ao Indielisboa com a apresentação do seu mais recente filme com o título Elle, o muito aguardado encontro com Isabelle Huppert, no Festival de Cannes.

"Nesta edição há também uma aposta muito forte na produção nacional, uma vez que o ano começou da melhor forma para o cinema português. O Festival de Cinema de Berlim premiou com o Urso de Ouro a curta-metragem Balada de um Batráquio, de Leonor Teles", lembra Mafalda Melo

“Assim, a programação nacional é uma das principais apostas através da exibição de 40 novos filmes portugueses, na sua maioria em estreia mundial”, adianta.

A finalizar, Mafalda Melo diz que globalmente a programação para este ano será “uma das melhores de sempre”.

Por essa razão, espera um público “numeroso e entusiasta”, que queira não só acompanhar a programação do festival, assim como o conjunto de atividades paralelas que foram preparadas, como as conferências das LisbonTalks e as festas e concertos do IndiebyNight.