Iglesias: “As elites e os seus partidos estão nervosos”

01 de janeiro 2015 - 13:24

O líder do Podemos defende que as eleições gregas podem ser o primeiro passo para uma mudança na Europa.

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Alexis Tsipras e Pablos Iglesias.

Num artigo de opinião publicado esta terça-feira no diário espanhol El Mundo, o secretário-geral do Podemos confronta as elites europeias ligadas ao poder financeiro com a sua inquietação ante “os ventos de mudança” que sopram da Europa do Sul.

Para Pablo Iglesias, a hegemonia destas elites sobre a vontade dos Estados está a ser posta em causa na Grécia, mas também em Espanha e o nervosismo das bolsas europeias ante a possível vitória do Syriza nas eleições gregas do próximo mês é a prova disso.

Para o líder do Podemos, “nos próximos dias veremos os fundos de investimento agitarem o medo para tentarem influenciar o voto dos gregos e veremos os seus partidos, chamem-se Nova Democracia, PP, PASOK ou PSOE, repetir que se deve fazer o mesmo que nos levou ao desastre”.

“Será que temem que depois dos gregos chegue a vez dos espanhóis votarem? Será que os preocupa que daqui a um ano ou dois, haja movimentos populares poderosos que defendam as conquistas dos governos da mudança? Será que temem a reemergência de uma sociedade civil europeia que reivindique as bases sociais e democráticas do sonho europeu que nos deixou o antifascismo?”, são algumas das questões colocadas por Iglesias neste artigo de opinião.

Para o líder do Podemos, “nos próximos dias veremos os fundos de investimento agitarem o medo para tentarem influenciar o voto dos gregos e veremos os seus partidos, chamem-se Nova Democracia, PP, PASOK ou PSOE, repetir que se deve fazer o mesmo que nos levou ao desastre”.

Mas Iglesias lembra que “há momentos na história em que a democracia se impõe sobre o medo” e que apesar da “margem de manobra no atual e inevitável marco da União Europeia ser pequena”, os povos do Sul da Europa estão dispostos a “avançar para uma Europa onde a justiça social e a soberania popular sejam as bases de uma democracia que saberá impor-se sobre o medo”.