São já cinco os estudantes do movimento Scholarism, um dos mais ativos na luta pela democracia em Hong Kong, que estão em greve de fome para pressionar o governo do território a reabrir as negociações sobre a democracia.
Joshua Wong, de 18 anos, Isabella Lo, de 18, e Prince Wong, de 17, iniciaram a greve de fome no dia 1 de dezembro. Outros dois estudantes, Gloria Cheng e Eddie Ng, ambos de 20 anos, uniram-se aos três colegas e aderiram à greve de fome no dia 3.
Durante a greve, os jovens bebem apenas água e uma colherinha de açúcar por dia.
Durante a greve, os jovens bebem apenas água e uma colherinha de açúcar por dia.
Na última semana do mês passado, o governo usou a violência policial para dispersar um dos acampamentos mais importantes da cidade, o de Mong Kok. O movimento concentra-se agora na “Praça da sombrinha”, em Admiralty, onde, num palanque, estão os estudantes em greve. “Queremos dar a conhecer ao público que a greve de fome que fazemos é séria”, disse Joshua Wong.
Chefe do governo diz que greve é inútil
Na terça-feira, o chefe executivo Leung Chun-ying disse que a greve é inútil e que o governo não vai ceder às exigências estudantis, que querem eleições livres para o governo e opõem-se à indicação ou ao visto prévio dos candidatos ao cargo pelo governo chinês.
Em resposta, a estudante Isabella Lo questionou: “Se a greve é realmente inútil, por que Leung respondeu?” Numa carta aberta enviada ao governo, os estudantes advertem: “O governo não se pode dar ao luxo de pagar o preço de perder uma geração de jovens.”