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Hertz abre falência nos EUA e paga prémios milionários aos executivos

A empresa de aluguer de automóveis anunciou o pagamento de 16 milhões de dólares aos seus executivos de topo, poucos dias depois de ter anunciado 10 mil despedimentos e entrado com um pedido de falência das suas operações nos Estados Unidos. A falência não afeta as operações em Portugal.
Balcão da Hertz. Foto de Michael Gray/Flickr.
Balcão da Hertz. Foto de Michael Gray/Flickr.

Os “bónus de retenção” são pagamentos excecionais que têm como objetivo anunciado persuadir os que o recebem a não sair da empresa. Nos EUA, a Hertz decidiu pagar 16,2 milhões de dólares destes benefícios aos executivos acima do nível de diretor. O presidente da empresa, Paul Stone, receberá 700 mil dólares, o vice-presidente, Jamere Jackson, 600 mil.

Esta decisão foi conhecida nesta terça-feira, uma semana depois da notícia de que a empresa tinha pedido de insolvência naquele país e no Canadá. Europa, Austrália e Nova Zelândia não entram nestas contas, pelo que a situação em Portugal é completamente diferente.

Com os confinamentos, grande parte do negócio de aluguer de carros ficou parado, deixando em apuros uma firma centenária que tem 19 mil milhões de dólares de dívida e 38 mil empregados a nível mundial.

A Hertz, cujo maior acionista é o bilionário Carl Icahn, tinha tentado antes várias estratégias para sair desta crise, como a flexibilização do pagamento das dívidas, a proposta de vender 30 mil dos seus automóveis para esse efeito, um pedido de ajuda ao Tesouro dos EUA. A 16 de maio tinha anunciado o despedimento de 10 mil funcionários.

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