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Habitação: bancos sobem spreads, euribor dispara

O crédito à habitação está mais caro. Para quem pretende comprar casa, os bancos continuam a aumentar os spreads. Para quem a está a pagar ao banco, as prestações vão subir pois a euribor teve a maior subida semanal da década.
Manifestação em Barcelona em 2006 - Foto de vdevivienda/flickr

A banca continua a subir os spreads (margens de lucro) e os critérios de concessão de crédito à habitação. Segundo noticiou, nesta terça feira, o jornal Diário Económico, a média dos spreads dos cinco maiores bancos portugueses (CGD, BCP, BES, BPI e Santander Totta) passou de um mínimo de 0,85% e um máximo de 2,9% para 1,29% mínimo e 3,55% máximo. Os outros bancos que operam em Portugal também subiram os spreads.

O banco público, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), foi a única instituição financeira que não agravou recentemente os spreads, que são de 1,25% (mínimo) e 4,15% (máximo). No entanto, o presidente da CGD, Faria de Oliveira, já anunciou que os spreads que a CGD pratica vão aumentar brevemente.

O Banco Espírito Santo foi o único, entre os cinco maiores, que baixou os spreads mínimos (de 2% para 1,25%) e aumentou o spread máximo para 4,4%, que é o mais elevado praticado pelos bancos que operam em Portugal.

Mas o crédito à habitação está mais caro também para quem já comprou casa e a está a pagar ao banco. A euribor, o indexante utilizado neste crédito, está a subir cada vez mais e mais rapidamente.

Na semana passada, esta taxa a um e três meses registou a maior subida semanal da década, enquanto a seis meses e um ano registou a maior subida semanal desde 2008. A euribor a três meses está a subir há 54 sessões consecutivas e a seis meses há 17.

No dia 1 de Julho, as taxas euribor tiveram a maior subida diária desde Junho de 2008. Nesse dia, os bancos comerciais da zona euro devolveram ao Banco Central Europeu 442 mil milhões de euros, que o BCE tinha emprestado a 1.121 bancos europeus a um juro de 1%, no dia 24 de Junho de 2009. Esta medida extraordinária, e a um juro muito baixo, foi tomada pelo BCE, para enfrentar a grave crise e facilitar o crédito a longo prazo. Foi um auxílio excepcional aos bancos, que durante este ano continuaram a ter grandes lucros, apesar da crise, e agora poderão aumentá-los com a subida de todas as taxas.

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