A paralisação das transportadoras de mercadorias foi convocada, por tempo indeterminado, pela Associação de Transportadores de Terras, Inertes, Madeiras e Afins (ATTIMA) e pela Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) e conta com o apoio da Associação Nacional de Transportes Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM).
Tem havido negociações entre as associações e o Governo, desconhecendo-se o concreto dessas negociações. O ministro das Finanças veio dizer publicamente que não é possível baixar o preço dos combustíveis às transportadoras, declarando nomeadamente que “não estamos em condições de baixar impostos seja a quem for”. O ministro dos Transportes declarou que a redução do preço dos combustíveis "não é possível tendo em conta as actuais directivas europeias" e que os subsídios pedidos "são absolutamente incomportáveis, porque exigiriam milhões de euros dos contribuintes e não tem sentido na situação actual em que são exigidos sacrifícios aos portugueses".
A federação sindical dos trabalhadores do sector (Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações – Fectrans, filiada na CGTP) tomou posição pública sobre esta paralisação, num comunicado disponível na internet e com o título: Não aceitamos soluções à custa dos trabalhadores. Neste comunicado a Fectrans reconhece que os custos dos combustíveis e das SCUTS “não param de crescer”, mas considera que os aumentos de custos não podem ser compensados “através da redução dos salários dos trabalhadores e da alteração das regras de trabalho com o objectivo das desregulamentar”. A Fectrans afirma que as soluções “não podem passar pelo aumento da precariedade e pela quebra de rendimentos dos trabalhadores” e rejeita “qualquer alteração ao Código do Trabalho, que procure intensificar a exploração e legalizar horários desumanos que põem em causa a saúde e a vida dos motoristas assim como todos os utentes das estradas”.
A paralisação no sector está a levar a concentrações de camiões em diversos pontos do país, entre os quais Évora, Carregado, Batalha, Guardeiras (Maia), Azambuja, Porto de Leixões... Desde as zero horas já existiram diversos incidentes, nomeadamente vários camiões ficaram com vidros partidos devido a apedrejamentos.
As associações queixam-se que nas negociações com o Governo têm havido “poucas soluções no imediato”.