Democracia

Guineenses em Portugal manifestam-se este sábado

26 de julho 2024 - 18:07

A Frente Popular da Guiné-Bissau marcou protestos contra a “deriva autoritária” do presidente Embaló na Guiné-Bissau mas também em Lisboa.

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Frente Popular da Guiné-Bissau
Frente Popular da Guiné-Bissau.

A Frente Popular da Guiné-Bissau marcou uma manifestação para sábado em Lisboa. Exigem a marcação de eleições presidenciais, cumprindo o calendário estipulado na Constituição a na lei eleitoral, a retirada das forças colocadas pelo presidente Umaro Sissoco Embaló na Assembleia Nacional Popular, para que o órgão possa funcionar, e a eleição de uma nova direção da Comissão Nacional de Eleições e de um novo presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

A Deutsche Welle, um dos organizadores, o ativista Yussef, explica que “é extremamente importante sair às ruas, aqui em Lisboa, à semelhança daquilo que irá acontecer em toda a Guiné-Bissau”.

Em causa está o prazo das eleições presidenciais, que se deveriam realizar em novembro deste ano, porque “a partir do dia 27 de fevereiro de 2025, Umaro Sissoco Embaló já não terá legitimidade para se sentar na Presidência da República da Guiné-Bissau”.

Querem também que a Assembleia Nacional Popular seja reaberta e que esta forme uma nova comissão executiva da Comissão Nacional de Eleições que está neste momento numa “situação de caducidade”.

Há ainda outro órgão de soberania “que foi assaltado por milícias e até hoje não houve uma reivindicação de quem deu essa ordem” que é o Supremo Tribunal de Justiça.

Os promotores dos protestos acreditam que “estamos perante uma deriva autoritária” e “um esvaziamento das instituições políticas na Guiné-Bissau” mas que há a “necessidade de toda uma geração de guineenses assumir a sua responsabilidade histórica e, como tal, nós pensamos que, neste momento, a tática a ser assumida é de sair à rua” para ir “ao encontro dos objetivos pelos quais fizemos a luta de libertação nacional, que, neste caso, é o respeito das regras democráticas e, ao mesmo tempo, pelo progresso e melhoria das condições de vida do povo de Guiné-Bissau”, conclui.

Bissau será palco no mesmo dia de uma manifestação de apoiantes do presidente convocada pela chamada Plataforma "Firkidja di Povo". Estes manifestar-se-ão contra a decisão de um juiz do Tribunal da Relação de libertar dos ex-governantes,Suleimane Seidi e António Monteiro, que estavam em prisão preventiva há mais de seis meses por causa de acusação de corrupção.