Groundforce admite recuo

23 de novembro 2010 - 16:05

Empresa diz estar disponível para recolocar 22 trabalhadores de Faro noutros aeroportos do país. Sindicato critica a condução de todo o processo e recusa-se a aceitar despedimento colectivo dos restantes 318 trabalhadores.

PARTILHAR
Os 366 trabalhadores foram despedidos por e-mail - Foto de Homem de Gouveia/Lusa (arquivo)

Após uma reunião com os representantes dos trabalhadores, a Groundforce anunciou que vai propor medidas para diminuir o número de trabalhadores abrangidos pelo processo de despedimento colectivo. Em comunicado, a empresa, participada da TAP, explica que, “após reanálise de todo o processo”, propõe medidas para “diminuir os efeitos do despedimento colectivo e o número de trabalhadores abrangidos".

Mas a proposta de recolocar alguns trabalhadores de Faro noutros aeroportos do país só abrange sete mulheres em período pré ou pós-natalidade, e um dos membros de cada um dos 15 casais em que ambos os cônjuges serão despedidos. Feitas as contas, apenas 22 pessoas escapam ao despedimento colectivo de 336 trabalhadores do aeroporto de Faro.

O Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA) criticou a forma como a empresa conduz este processo.

“Em primeiro lugar, isto é inadmissível. Nós tivemos ontem reunidos formalmente, com a presença de um mediador do Ministério do Trabalho, e não foi feita qualquer proposta. Portanto, isto não faz sentido nenhum”, acusou o sindicalista André Teives.

“Isto é continuar com a premissa que vai ser encerrado, por um lado, e há despedimento colectivo, por outro",diz o dirigente sindical, que recorda que "nós não estamos lá a negociar o despedimento colectivo. Estamos a apresentar propostas claras, concretas e objectivas que retiram custos da escala."